| Publicação: 19 de março de 2020 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 368 |
| Peso: 0.54 kg |
| Dimensões: 15.24 x 2.08 x 22.86 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 6550970393 |
| ISBN-13: 9786550970390 |
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Comprar LivroOs Sertões, de Euclides da Cunha, é uma monumental da literatura brasileira, publicada em 1902. Misturando jornalismo, sociologia, história, geografia e literatura, o livro é um estudo profundo sobre o Brasil do interior — especialmente sobre o conflito de Canudos — e sobre a formação da identidade nacional.
Os Sertões é uma obra híbrida, dividida em três partes: A Terra, O Homem e A Luta. Na primeira, Euclides da Cunha descreve com rigor científico o ambiente físico do sertão nordestino — sua geografia, clima e vegetação — revelando como a natureza molda o comportamento humano. Na segunda parte, ele analisa o sertanejo como produto desse meio: resistente, austero, marcado pela miséria e pela religiosidade. É uma tentativa de compreender o homem do sertão como figura distinta do brasileiro urbano, muitas vezes marginalizado e incompreendido.
Na terceira e mais dramática parte, A Luta, o autor narra os acontecimentos da Guerra de Canudos (1896–1897), conflito entre o Exército Republicano e os seguidores de Antônio Conselheiro, líder messiânico que fundou uma comunidade em Canudos, na Bahia. Euclides da Cunha, que cobriu o conflito como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, inicialmente compartilha da visão oficial — que via os sertanejos como fanáticos perigosos — mas, ao longo da obra, revela uma crescente empatia e admiração pela resistência de Canudos.
A narrativa é marcada por uma linguagem densa, erudita e apaixonada, que combina análise científica com lirismo trágico. Os Sertões é, ao mesmo tempo, denúncia, elegia e reflexão sobre o Brasil profundo. A obra desmonta o preconceito contra o sertanejo e expõe a violência do Estado contra uma população vulnerável. É considerada um marco do pré-modernismo, antecipando as preocupações sociais e estéticas que seriam centrais no Modernismo de 1922.