| Edição: 1ª |
| Publicação: 15 de janeiro de 2023 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 352 |
| Peso: 0.370 kg |
| Dimensões: 13.5 x 1.8 x 20.8 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 655511469X |
| ISBN-13: 9786555114690 |
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Comprar LivroPublicado em 2021 e traduzido para o português em 2023 pela HarperCollins, A ilha das árvores perdidas é um romance da escritora turco-britânica Elif Shafak que entrelaça memória, trauma histórico e lirismo poético. A narrativa se desloca entre Chipre, nos anos 1970, e Londres, no presente, acompanhando a história de Kostas, um cipriota grego, e Defne, uma cipriota turca, cujo amor floresce em meio à guerra civil que dividiu a ilha.
O romance é singular por conceder voz a uma figueira, transplantada da taverna onde os amantes se encontravam secretamente para o jardim londrino da família. A árvore torna-se testemunha silenciosa das dores humanas, narradora de segredos e guardiã de memórias que atravessam gerações.
“Um romance adorável de partir o coração, centrado nos segredos obscuros da guerra civil e no perigo do extremismo.”― Margaret Atwood
• Trauma e memória: como conflitos políticos e familiares moldam gerações.
• Migração e identidade: viver entre culturas e carregar múltiplas raízes.
• Natureza como testemunha: a árvore simboliza resistência e continuidade.
• Silêncio e segredos: a dificuldade de transmitir histórias traumáticas aos descendentes.
Elif Shafak constrói uma obra que se inscreve na tradição do romance histórico, mas o transcende ao incorporar elementos de realismo mágico e uma perspectiva ecológica. A figueira, narradora improvável, simboliza a persistência da vida e a capacidade da natureza de conservar cicatrizes invisíveis. Essa escolha estilística confere ao texto uma dimensão metafórica poderosa: a árvore é tanto raiz quanto memória, tanto testemunha quanto sobrevivente.
A narrativa alterna tempos e espaços, revelando como o passado não resolvido se infiltra no presente. A filha de Kostas e Defne, Ada, cresce em Londres carregando o silêncio dos pais, até que a história da família emerge como necessidade de reconciliação. O romance, assim, não é apenas sobre um amor proibido, mas sobre a transmissão intergeracional do trauma e a busca por identidade em contextos de migração.
O estilo de Shafak é marcado por uma prosa lírica, cadenciada, que combina delicadeza imagética com contundência crítica. A autora aborda temas como guerra, exílio, memória e pertencimento sem perder de vista a dimensão íntima das relações humanas. O resultado é uma obra que emociona pela beleza da linguagem e pela profundidade das reflexões.
• Escrita lírica e envolvente, com elementos de realismo mágico.
• Finalista do Costa Book Awards, do Women’s Prize for Fiction e do RSL Ondaatje Prize, e chegou a ser selecionado pelo Reese Witherspoon Book Club.
• Considerado um dos romances mais importantes de Shafak, consolidando sua voz como ponte entre Oriente e Ocidente.
A ilha das árvores perdidas não é apenas um romance brilhantemente construído; é sobre a maneira como as histórias são contadas, como o significado é criado e como a devoção persiste. Shafak consegue misturar tragédia e deleite sem amenizar o sabor de nenhum dos dois.”― New York TimesLeia mais