O romance de Tristão - Béroul

E-book, capa-dura, brochura [Ver todos os formatos]

Edição:
Publicação: 14 de abril de 2020
Idioma: Português
Páginas: 336
Peso: 0.390 kg
Dimensões: 20.8 x 14 x 2 cm
Formato: Capa comum
ISBN-10: 6555250038
ISBN-13: 9786555250039

Leve este livro para casa hoje
Este artigo contém links afiliados. Como associado(s)
da Amazon, ganhamos comissões pelas compras qualificadas.

VER PREÇO NA AMAZON

O romance de Tristão - Béroul

A fatalidade do filtro e a soberania do desejo

A lenda de Tristão e Isolda constitui o arquétipo supremo do amor como uma força externa, avassaladora e irremediavelmente trágica, que se impõe sobre a vontade humana e as convenções sociais. Diferente da cortesia regrada de outros cavaleiros da Távola Redonda, o vínculo entre o sobrinho do rei Marc e a princesa da Irlanda nasce de um erro fatídico: o consumo acidental de um filtro mágico destinado às núpcias reais. A prosa, especialmente nas versões que preservam o tom do século XII, captura a angústia de seres capturados por um destino que os obriga a trair laços de vassalagem e parentesco, transformando a paixão em uma forma de ascese e sofrimento que encontra paralelo apenas na mística religiosa.

A dialética entre a corte e a floresta

A narrativa oscila entre o esplendor da corte de Tintagel, onde imperam a lei e a suspeita, e o exílio selvagem na floresta de Morrois. Nesse ambiente silvestre, o autor explora a degradação física dos amantes em contraste com a pureza absoluta de seu sentimento, revelando uma estética da resistência. A linguagem é perpassada por uma melancolia profunda, em que a beleza da Isolda de Cabelos de Ouro e a destreza de Tristão servem apenas para acentuar a brevidade de seus momentos de união. O estilo literário evita o julgamento moral explícito, preferindo focar na inevitabilidade das forças da natureza e na hipocrisia das convenções humanas que tentam, em vão, conter o transbordamento do coração.

A ambiguidade do rei Marc

A figura do monarca surge não como um vilão convencional, mas como um homem dilacerado entre o amor pelo sobrinho e a adoração pela esposa. Sua hesitação em punir os amantes confere à obra uma densidade psicológica incomum para o período medieval, elevando a trama ao patamar do drama existencial.

O simbolismo da morte e da transfiguração

O desfecho, marcado pelas velas brancas e pretas e pela união final na tumba por meio da planta que nasce de um túmulo para alcançar o outro, estabelece a morte como a única libertação possível para um amor que não cabe na ordem do mundo. Essa conclusão imortalizou a obra como o grande hino à paixão que transcende a finitude da carne.

Compartilhar no WhatsApp

Conteúdo patrocinado: link de afiliado Amazon
Mais livros