| Edição: 1ª |
| Publicação: 13 de setembro de 2022 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 368 |
| Peso: 0.570 kg |
| Dimensões: 16 x 2.5 x 23 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 6555251247 |
| ISBN-13: 9786555251241 |
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Esta edição resgata a força primordial da literatura germânica antiga, apresentando o épico Beowulf não apenas como um registro histórico, mas como uma peça viva de alta dramaticidade poética. A narrativa central acompanha o herói homônimo em sua jornada para libertar o reino do rei Hrothgar da ameaça de Grendel, uma criatura de malícia ancestral que assombra o salão de Heorot. A luta transcende o combate físico, situando-se em um plano moral onde a coragem do guerreiro se choca com a inevitabilidade do Wyrd, o destino inexorável. O texto preserva a solenidade das cortes nórdicas e a aspereza das paisagens nórdicas, transportando o leitor para uma era de juramentos de sangue e glória efêmera.
A sofisticação desta obra reside no domínio técnico da aliteração e no uso magistral dos kennings — metáforas compostas que conferem uma textura densa e enigmática à leitura. Para além do combate contra o dragão e os monstros, os poemas complementares contidos neste volume, como “O Navegante” e “O Andarilho”, exploram a solidão do exílio e a transitoriedade de todas as coisas terrenas. A prosa de Tolkien, ao traduzir esses versos, evita a simplificação moderna, preferindo uma linguagem que espelha o rigor e a elevação do inglês antigo. Essa escolha estética ressalta o contraste entre o brilho do ouro nos salões reais e a escuridão fustigante dos mares e invernos, capturando a essência de uma cultura que encontrava beleza na resistência contra a derrota final.
Grendel e sua progenitora não figuram como meros antagonistas folclóricos; eles representam a exclusão social e a inveja da alegria humana. A análise detalhada das motivações dessas criaturas revela as ansiedades de uma sociedade baseada em laços de parentesco e lealdade.
O ritmo dos versos sugere a presença do bardo, o scop, cuja função era imortalizar as façanhas dos reis mediante métrica aliterativa. A organização do volume permite compreender como a sonoridade e a pausa eram fundamentais para a transmissão da memória coletiva anglo-saxônica.
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