| Edição: 1ª |
| Publicação: 2 de março de 2023 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 160 |
| Peso: 0.280 kg |
| Dimensões: 16 x 1 x 23 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 6555412100 |
| ISBN-13: 9786555412109 |
Leve este livro para casa hoje
Este artigo contém links afiliados. Como associado(s)
da Amazon, ganhamos comissões pelas compras qualificadas.
VER PREÇO NA AMAZON
A obra de João Fábio Bertonha debruça-se sobre um dos fenômenos mais determinantes e, por vezes, mais mal compreendidos da história moderna: o imperialismo. Longe de ser uma mera extensão do colonialismo mercantilista dos séculos passados, o imperialismo é apresentado pelo autor como uma etapa sofisticada e agressiva do desenvolvimento do capitalismo financeiro e industrial. Bertonha, valendo-se de uma linguagem culta e rigorosamente técnica, disseca as motivações que levaram as potências europeias, além dos Estados Unidos e do Japão, a uma busca frenética por territórios, mercados e esferas de influência no crepúsculo do século XIX e aurora do XX.
O estilo do autor é marcado por uma clareza expositiva que não abdica da profundidade analítica. Ele explora como a Conferência de Berlim operou uma verdadeira “cirurgia geopolítica” no continente africano, ignorando fronteiras étnicas e culturais em favor dos interesses das metrópoles. A narrativa é rica em detalhes sobre a exportação de capitais, a formação de monopólios e a fusão do capital bancário com o industrial, elementos que Bertonha articula para demonstrar que o imperialismo não era apenas uma escolha política, mas uma necessidade sistêmica de economias que produziam mais do que seus mercados internos podiam absorver.
Um dos subitens mais críticos da obra analisa as estruturas de pensamento que sustentaram o expansionismo. Bertonha examina como o darwinismo social e a ideia de “fardo do homem branco” foram utilizados para revestir a exploração econômica com uma aura de missão humanitária. O autor demonstra que a pretensa exportação da civilização e do progresso servia como um véu para o extrativismo predatório e para o estabelecimento de protetorados que desestruturaram sociedades milenares, evidenciando a hipocrisia das potências liberais ao negar, nas colônias, os direitos que defendiam em seus próprios solos.
Bertonha dedica especial atenção à conexão entre o imperialismo e a eclosão da Primeira Guerra Mundial. Ele argumenta que a saturação dos espaços coloniais transformou as disputas territoriais em uma questão de sobrevivência para as potências emergentes e estabelecidas. O autor explora a transição da hegemonia britânica para a ascensão de novos atores globais, demonstrando como a corrida armamentista e as alianças secretas foram desdobramentos diretos das tensões imperialistas, consolidando o livro como uma ferramenta essencial para compreender as raízes das desigualdades geopolíticas contemporâneas.
O livro oferece uma análise erudita e desmistificadora do imperialismo, revelando-o como um processo econômico e ideológico que reconfigurou o mapa-múndi e lançou as bases para os grandes conflitos do século XX.
Conteúdo patrocinado: link de afiliado Amazon