| Publicação: 18 de janeiro de 2021 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 160 |
| Peso: 0.245 kg |
| Dimensões: 15.24 x 0.94 x 22.86 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 6555522534 |
| ISBN-13: 9786555522532 |
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Comprar LivroO livro "Os bruzundangas" é uma obra de sátira política e social do escritor brasileiro Lima Barreto (Afonso Henriques de Lima Barreto, 1881–1922).
Publicado postumamente em 1923 (um ano após a morte do autor), ele é uma das críticas mais ferozes e humorísticas de Lima Barreto à sociedade, à política e à intelectualidade brasileira da Primeira República.
O livro se apresenta como um estudo etnográfico e ensaio sociológico sobre uma nação fictícia chamada Bruzundanga (ou República dos Estados Unidos dos Bruzundangas).
A sátira: a Bruzundanga é, na verdade, uma alegoria transparente e mordaz do Brasil do início do século XX. O autor usa o distanciamento da ficção para criticar livremente os defeitos e as contradições do país, que ele não podia expor diretamente sem sofrer represálias.
A educação e a ciência: um dos principais alvos da sátira é o sistema de ensino bruzundanguense. Lima Barreto ridiculariza a pompa acadêmica e a superficialidade dos intelectuais, que se limitam a imitar o pensamento europeu sem qualquer originalidade ou aplicabilidade à realidade nacional. Ele ataca a mania de títulos e a falta de seriedade científica.
A política e a corrupção: a política de Bruzundanga é dominada pela corrupção endêmica, pelo clientelismo e pela incompetência. O livro expõe a farsa da democracia e a exploração da população mais pobre pela elite.
A obra é estruturada em capítulos curtos que abordam diferentes aspectos da vida bruzundanguense, utilizando um tom jornalístico, irônico e didático.
O ridículo da elite: Lima Barreto destaca o ridículo da elite bruzundanguense, que é inculta, mas extremamente vaidosa, e vive à sombra da Europa, rejeitando a cultura e as necessidades do próprio povo.
A "arte de fazer o livro": um capítulo famoso satiriza a literatura bruzundanguense, onde o valor de um livro não está no conteúdo, mas no seu tamanho, nas referências eruditas copiadas e nos elogios mútuos entre os autores. Isso reflete a crítica de Lima Barreto ao Parnasianismo e ao estilo artificial de seus contemporâneos.