| Publicação: 29 de agosto de 2022 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 224 |
| Dimensões: 15.5 x 1.3 x 22.6 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 6555527471 |
| ISBN-13: 9786555527476 |
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Triste Fim de Policarpo Quaresma é um romance que acompanha a trajetória de um funcionário público patriota e idealista, cuja obsessão pelo Brasil o leva a uma série de projetos quixotescos que terminam em fracasso. Policarpo Quaresma acredita profundamente na grandeza da nação e, movido por esse sentimento, propõe ao governo que o tupi-guarani seja adotado como língua oficial — uma ideia que o torna alvo de zombarias e o afasta da vida pública. Desiludido com a recepção de sua proposta, ele se muda para o interior, onde tenta provar que o Brasil pode ser autossuficiente na agricultura. No entanto, sua experiência rural é marcada por pragas, burocracia e abandono, revelando a distância entre o sonho e a realidade.
Na terceira fase de sua jornada, Quaresma se envolve diretamente com a política, apoiando o presidente Floriano Peixoto durante a Revolta da Armada. Mais uma vez, sua fé nas instituições é traída: ele é preso injustamente e morre sem reconhecimento, vítima da mesma pátria que tentou salvar. A narrativa, dividida em três partes, revela com ironia e melancolia o descompasso entre o idealismo do protagonista e a estrutura corrupta e autoritária da República Velha. Lima Barreto constrói um retrato mordaz da sociedade brasileira do início do século XX, expondo o falso nacionalismo, a exclusão social e a falência das utopias.
Policarpo Quaresma é um funcionário público patriota, idealista e excêntrico. Convencido de que o Brasil é um país grandioso e mal compreendido, ele embarca em três grandes projetos para “salvar” a nação:
1) Língua nacional: propõe ao governo que o tupi-guarani seja adotado como idioma oficial do Brasil.
2) Agricultura nacional: muda-se para o interior para provar que o Brasil pode ser autossuficiente — mas é vencido por burocracia, pragas e abandono.
3) Engajamento político: apoia o presidente Floriano Peixoto durante a Revolta da Armada, acreditando que o governo republicano representa o povo — mas acaba preso e morre injustiçado.
Cada tentativa termina em fracasso, revelando a distância entre o idealismo de Quaresma e a dura realidade brasileira. O romance é uma crítica feroz à política, à burocracia, ao autoritarismo e ao falso nacionalismo.
* Dividido em três partes, cada uma representando uma fase do idealismo de Quaresma.
* Narrador em terceira pessoa, com foco psicológico e tom irônico.
* Ambientado no Rio de Janeiro e em Curuzu, nos primeiros anos da República.
* Policarpo Quaresma: protagonista, funcionário público, patriota ingênuo.
* Olga: afilhada de Quaresma, representa a juventude e o afeto.
* Ricardo Coração dos Outros: músico popular, amigo de Quaresma.
* Floriano Peixoto: presidente da República, retratado como autoritário.
* Adelaide: irmã de Quaresma, com quem ele vive.
* Vicente Coleoni, Amando Borges, General Albernaz, entre outros: compõem o círculo social e político da trama.
* Nacionalismo crítico: o patriotismo de Quaresma é sincero, mas ingênuo e desconectado da realidade.
* Crítica à República Velha: corrupção, autoritarismo e desigualdade social.
* Fracasso do idealismo: o sonho de um Brasil justo e autêntico é esmagado pela estrutura política e social.
* Antirromantismo: Lima Barreto ironiza os valores românticos e heroicos, mostrando um protagonista falho e vulnerável.