Eu que nunca conheci os homens - Harpman, Jacqueline

E-book, capa-dura, brochura [Ver todos os formatos]

Edição:
Publicação: 15 de setembro de 2021
Idioma: Português
Páginas: 192
Peso: 0.250 kg
Dimensões: 13.8 x 1.3 x 20.5 cm
Formato: Capa comum
ISBN-10: 6555530448
ISBN-13: 9786555530445

Leve este livro para casa hoje
Este artigo contém links afiliados. Como associado(s)
da Amazon, ganhamos comissões pelas compras qualificadas.

VER PREÇO NA AMAZON

Eu que nunca conheci os homens – Jacqueline Harpman

Publicado em 1995, Eu que nunca conheci os homens é um romance da escritora belga Jacqueline Harpman, marcado por atmosfera distópica e meditativa. A narrativa acompanha uma jovem sem nome, prisioneira desde a infância em uma cela subterrânea junto a outras mulheres. Guardadas por homens silenciosos e inacessíveis, elas desconhecem as razões de seu cativeiro e vivem em uma rotina de espera e privação.

Um acontecimento inesperado abre as portas da prisão e conduz as mulheres a um mundo deserto, sem sinais de vida humana. Nesse espaço vasto e inóspito, a protagonista inicia uma jornada de sobrevivência e reflexão, confrontando a solidão absoluta e a ausência de sentido.

Este romance de Jacqueline Harpman possui certa intensidade filosófica. A protagonista, sem nome e sem passado, é figura de radical despojamento: não carrega lembranças, não possui vínculos, não conhece sequer o amor ou a experiência dos homens. Sua existência é marcada pela observação e pela tentativa de compreender um mundo que lhe escapa.

O estilo da autora é sóbrio e preciso, evitando explicações fáceis. O enredo não se apoia em revelações ou soluções narrativas, mas na exploração da condição humana diante do vazio. O espaço deserto, sem cidades ou habitantes, torna-se metáfora da ausência de sentido e da fragilidade da memória coletiva.

O romance dialoga com tradições da literatura distópica, mas se distingue pela dimensão existencial: mais do que denunciar sistemas de opressão, Harpman interroga o que resta do humano quando todas as referências desaparecem. A protagonista, ao narrar sua experiência, transforma o silêncio em palavra, e a solidão em reflexão.

Compartilhar no WhatsApp

Conteúdo patrocinado: link de afiliado Amazon
Mais livros