| Edição: 1ª |
| Publicação: 21 de fevereiro de 2022 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 400 |
| Peso: 0.460 kg |
| Dimensões: 15.7 x 2.5 x 23 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 6556091774 |
| ISBN-13: 9786556091778 |
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Comprar LivroA enxadrista de Auschwitz é um romance histórico de Gabriella Saab, publicado no Brasil pela Universo dos Livros em 2022, que mistura ficção e realidade ao narrar a história de uma prisioneira que usa o xadrez como forma de sobrevivência e resistência dentro do campo de concentração de Auschwitz.
Ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, o romance acompanha Maria Florkowska, uma jovem polonesa aprisionada em Auschwitz. Talentosa enxadrista, ela é forçada a disputar partidas contra oficiais nazistas, em jogos que se tornam não apenas um espetáculo de poder, mas também uma luta silenciosa pela sobrevivência. Cada partida é carregada de tensão: perder pode significar punição, vencer pode despertar ódio, mas jogar é sua única chance de continuar viva.
Gabriella Saab constrói uma narrativa que combina rigor histórico com sensibilidade literária. O xadrez, aqui, não é apenas um jogo, mas metáfora da vida em um campo de concentração: cada movimento exige cálculo, cada escolha pode ser fatal. A autora utiliza o tabuleiro como símbolo da resistência intelectual e da dignidade humana diante da barbárie.
O estilo é marcado por uma escrita envolvente, que alterna momentos de introspecção com cenas de brutalidade. Saab não suaviza a realidade dos campos, mas também não se entrega ao excesso gráfico; sua força está na sugestão, na tensão psicológica e na forma como o horror se infiltra nos detalhes cotidianos.
Maria é uma protagonista complexa: frágil e resiliente, sua trajetória reflete a luta de milhares de prisioneiros que encontraram formas de preservar a humanidade em meio ao terror. O romance também dialoga com temas universais como memória, identidade e a capacidade do espírito humano de resistir mesmo nas condições mais adversas.
A obra se insere na tradição dos romances históricos que buscam dar voz às vítimas do Holocausto, mas o faz com originalidade ao escolher o xadrez como eixo narrativo. Essa escolha confere ao livro uma dimensão simbólica poderosa, aproximando-o de obras como O tatuador de Auschwitz e, ao mesmo tempo, oferecendo uma perspectiva singular sobre a sobrevivência.