Um tempo no inferno & Iluminações - Rimbaud, Arthur

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Edição:
Publicação: 8 de setembro de 2021
Idioma: Português
Páginas: 264
Peso: 0.320 kg
Dimensões: 13.5 x 1.7 x 20.8 cm
Formato: Capa comum
ISBN-10: 6556921777
ISBN-13: 9786556921778

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Um tempo no inferno & iluminações - Arthur Rimbaud

A poesia como experiência de ruptura

“Um tempo no inferno” e “Iluminações” constituem o núcleo da obra poética de Arthur Rimbaud, jovem prodígio que revolucionou a literatura francesa no século XIX. Escritos entre 1873 e 1875, esses textos condensam a intensidade de uma vida breve e tumultuada, marcada pela busca incessante de novas formas de expressão. Rimbaud não se limita a escrever poesia: ele a reinventa, transformando-a em experiência radical de linguagem e de existência.

Um tempo no inferno: confissão e rebeldia

Neste texto em prosa poética, Rimbaud constrói uma espécie de autobiografia espiritual, em que se alternam confissão, blasfêmia e delírio. O “inferno” é tanto metáfora da vida interior quanto da sociedade, e nele o poeta se lança em uma jornada de destruição e reconstrução. A obra revela sua recusa às convenções morais e literárias, expondo a dor, a revolta e a busca por uma nova sensibilidade.

A voz do exílio

“Um tempo no inferno” é também a voz de um exilado, alguém que se afasta da tradição e da ordem para inventar um novo espaço poético. O texto é marcado por uma linguagem fragmentada, que oscila entre o lirismo e a violência, refletindo a instabilidade de um espírito que se recusa a se acomodar.

Iluminações: o esplendor da visão

Já em “Iluminações”, Rimbaud alcança o ápice de sua experimentação poética. Trata-se de uma coletânea de poemas em prosa que exploram imagens visionárias, paisagens urbanas e estados de consciência alterados. A linguagem se torna pura intensidade, capaz de criar mundos insólitos e de revelar o extraordinário no cotidiano.

A modernidade como matéria poética

As “Iluminações” são também um retrato da modernidade nascente. Rimbaud transforma a cidade, a técnica e o movimento em matéria estética, antecipando o simbolismo e influenciando toda a poesia posterior. Sua escrita é marcada por uma imaginação febril, que dissolve fronteiras entre sonho e realidade, entre o sublime e o grotesco.

Considerações finais

“Um tempo no inferno” e “Iluminações” revelam a genialidade precoce de Rimbaud, que, antes dos vinte anos, já havia reinventado a poesia. São obras que condensam a rebeldia, a visão e a intensidade de um espírito que recusou limites e que fez da linguagem um campo de experimentação absoluta. Ler Rimbaud é confrontar-se com a poesia em sua forma mais radical, como experiência de ruptura e de revelação.

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