| Edição: 1ª |
| Publicação: 24 de março de 2023 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 232 |
| Peso: 0.280 kg |
| Dimensões: 13.5 x 1.4 x 20.8 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 6556924091 |
| ISBN-13: 9786556924090 |
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Comprar LivroPublicado em 1965, Literatura e sociedade é uma obra seminal de Antônio Candido, crítico literário e sociólogo brasileiro, que busca compreender a literatura não apenas como expressão estética, mas como fenômeno social. O livro reúne ensaios que articulam teoria literária e sociologia, propondo que a literatura deve ser analisada em sua dupla dimensão: como arte autônoma e como prática inserida em contextos históricos e sociais.
Candido defende que a literatura não pode ser reduzida a reflexo mecânico da sociedade, mas tampouco pode ser isolada de suas condições de produção e recepção. Ela é, ao mesmo tempo, forma estética e instituição social, capaz de revelar valores, tensões e transformações culturais. Essa perspectiva inaugura uma crítica literária que dialoga com a sociologia, sem perder de vista a especificidade da arte.
Nos ensaios reunidos, Candido discute temas como a função social da literatura, o papel do escritor, a relação entre obra e público, e os modos de circulação dos textos. Sua análise mostra que a literatura participa da vida coletiva, contribuindo para a formação da sensibilidade e da consciência social.
Ao mesmo tempo, o autor insiste na necessidade de preservar a autonomia da obra literária, reconhecendo sua dimensão estética e simbólica. Essa tensão entre arte e sociedade é o núcleo da reflexão de Candido, que busca superar visões reducionistas e propor uma crítica literária mais abrangente.
A escrita de Candido é clara, rigorosa e elegante, marcada pela capacidade de unir erudição e sensibilidade. Literatura e sociedade tornou-se referência incontornável para os estudos literários no Brasil e na América Latina, ao propor uma crítica que reconhece a literatura como parte integrante da vida social.
A obra contribui para consolidar a tradição da crítica literária brasileira, mostrando que o estudo da literatura deve dialogar com a história, a sociologia e a filosofia, sem perder de vista sua especificidade estética.