| Edição: 1ª |
| Publicação: 06 de junho de 2024 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 224 |
| Dimensões: 13.5 x 1.3 x 20.8 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 6556926035 |
| ISBN-13: 9786556926032 |
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Comprar LivroO livro "Melhor não contar" é um romance autobiográfico (ou autoficcional) da escritora, ensaísta e tradutora brasileira Tatiana Salem Levy.
A obra é um relato corajoso sobre a perda da inocência, a violência contra o corpo feminino e o ato de transformar a experiência pessoal em literatura.
O livro explora temas como o assédio, a morte da mãe, o luto, a culpa e a complexa condição feminina. O título da obra é um paradoxo, já que o livro se constrói justamente no ato de romper o silêncio e expor o que, por anos, a protagonista foi aconselhada a guardar para si.
O livro começa com uma cena crucial e traumática da infância da narradora, Tatiana. Aos dez anos, em uma manhã de verão na piscina, com a mãe e o padrasto (um cineasta consagrado), a menina tem a inocência interrompida. O padrasto a desenha sem a parte de cima do biquíni, com um foco perturbador em seus mamilos.
Este episódio marca o início de um assédio continuado por parte do padrasto, que se manifesta em aproximações e toques não consentidos. A jovem Tatiana, sentindo vergonha, culpa e medo, não consegue contar o segredo para a mãe, que adoece e morre precocemente.
Já adulta, mãe e escritora, a narradora se vê compelida a transformar esse segredo e outros traumas (incluindo a morte prematura da mãe e um aborto voluntário) em forma literária. A escrita torna-se um ato catártico e uma forma de conversação tardia com a mãe ausente.
O romance é composto por pequenos capítulos e relatos não cronológicos, nos quais a narradora intercala trechos de diários da mãe e dela própria, criando um diálogo entre as juventudes e os reveses de duas gerações de mulheres.