Almerinda Gama: A sufragista negra - Tenório, Cibele

Edição:
Publicação: 08 de junho de 2025
Idioma: Português
Páginas: 280
Dimensões: 13.5 x 1.6 x 20.8 cm
Formato: Brochura / Capa comum
ISBN-10: 655692833X
ISBN-13: 9786556928333

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📘 Almerinda Gama: A sufragista negra, de Cibele Tenório, é uma biografia literária publicada pela Editora Todavia que resgata e reconstrói o legado de Almerinda Farias Gama, mulher negra, nordestina e pioneira no ativismo político e na defesa dos direitos civis.

O livro é a reconstrução meticulosa de uma vida de luta, afeto e arte que foi relegada ao pano de fundo da história oficial brasileira. A biografia dá visibilidade à figura de Almerinda Farias Gama (1899-1999), uma mulher multifacetada cuja atuação foi essencial para a conquista do voto feminino no Brasil.

A Mulher Apagada da História

Por muitos anos, Almerinda Gama permaneceu apenas como a "mulher misteriosa" em uma foto histórica que se tornou símbolo da conquista do voto feminino em 1933. A autora, sentiu-se impelida a pesquisar e resgatar a identidade e o legado dessa conterrânea alagoana que havia sido esquecida.

As Múltiplas Faces de Almerinda

O livro detalha as diversas e impressionantes facetas de Almerinda Gama, que desafiou as normas de sua época por sua origem e suas convicções:

Pioneira Política: Foi uma das primeiras mulheres negras a se engajar na política institucional brasileira.

Sufragista e Feminista: Figura de destaque na luta pelos direitos femininos, foi uma das lideranças da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF), ao lado de Berta Lutz. No entanto, Almerinda se diferenciava da maioria da FBPF por ser negra, nordestina e de classe trabalhadora.

Intelectual e Artista: Além de militante, Almerinda era pianista, poeta, jornalista, escritora e sindicalista (trabalhava como datilógrafa e atuava em sindicatos).

O Exercício da Interseccionalidade

A biografia não se limita a contar os feitos políticos, mas mergulha nas camadas da vida de Almerinda, mostrando o Brasil sob o olhar de uma mulher que estava na intersecção de diversas opressões e resistências: ser negra, nordestina, feminista e trabalhadora.

Ao contar a história de Almerinda Gama, a jornalista Cibele Tenório (ela própria uma mulher negra e nordestina) honra o legado da sufragista e convoca o leitor a reconhecer que a história do Brasil não existe sem a complexa diversidade das mulheres que a moldaram. O livro é uma reescrita fundamental da memória, tirando Almerinda da rubrica de mistério e a colocando como protagonista no lugar que lhe é devido.

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