| Edição: 1ª |
| Publicação: 7 de novembro de 2025 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 192 |
| Peso: 0.240 kg |
| Dimensões: 14 x 1.1 x 21 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 6556928933 |
| ISBN-13: 9786556928937 |
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Comprar LivroO livro "Tóquio Express" (点と線 - Ten to Sen, literalmente "Ponto e Linha") é um dos romances mais famosos do escritor japonês Seichō Matsumoto (1909–1992), o mestre do suspense social (shakaiha).
Publicado em 1958, este romance marcou a transição do gênero policial japonês dos mistérios clássicos para investigações que exploravam a psicologia, a motivação social e a burocracia.
A trama se inicia com a descoberta de dois corpos: um funcionário do ministério da construção, Kenichi Yasuda, e uma gueixa de um restaurante de Tóquio, O-Toki, encontrados mortos por aparente suicídio duplo em uma praia remota de Kyūshū, a Ilha de Kasii, próxima a Fukuoka.
A conclusão apressada: a polícia local, e a maioria das pessoas, conclui rapidamente que foi um ato de amor desesperado (shinju), especialmente devido à diferença social entre os dois.
O detetive cético: o inspetor Jutaro Torigai, um detetive experiente da polícia de Fukuoka, e mais tarde o detetive Kiichi Mihara da polícia de Tóquio, suspeitam da facilidade da conclusão. O-Toki tinha motivos para viver, e a logística de um suicídio duplo em um local tão distante não se encaixa.
A viagem e a evidência: o mistério passa a girar em torno de um lapso de quatro minutos na estação de Tóquio. O criminoso, que orquestrou a cena do suicídio duplo, teria usado a complexa rede de trens e horários de chegada e partida para criar um álibi perfeito e enganar a polícia.
O romance é aclamado por seu foco na minúcia lógica e nos horários de trem (um reflexo da obsessão do Japão pós-guerra pela pontualidade) e pela crítica social:
O cronograma como arma: Matsumoto usa a precisão dos horários de trem (o "expresso de Tóquio") como peça-chave do enigma. A solução depende de conectar a linha de tempo do crime (o "ponto") à rede ferroviária (a "linha"), revelando a falha no álibi.
A motivação: o verdadeiro motor do crime não é a paixão, mas sim a corrupção e o escândalo financeiro envolvendo o funcionário do ministério. A morte de O-Toki e Yasuda foi um assassinato disfarçado para acobertar uma conspiração de suborno, expondo a moralidade decadente na elite burocrática japonesa.