Linguística cartesiana: Um capítulo na história do pensamento racionalista - Chomsky, Noam

Edição:
Publicação: 9 de novembro de 2024
Idioma: Português
Páginas: 264
Peso: 0.340 kg
Dimensões: 13.7 x 1 x 21 cm
Formato: Capa comum
ISBN-10: 655711252X
ISBN-13: 9786557112526

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🧠 Linguística cartesiana - Noam Chomsky

Um capítulo na história do pensamento racionalista

"Linguística cartesiana: Um capítulo na história do pensamento racionalista" (publicado originalmente em 1966 e relançado pela Editora Unesp) é um livro clássico de Noam Chomsky, que realiza uma viagem fascinante pelo mundo da linguagem, conduzida pela mente brilhante do autor. A obra oferece uma abordagem profunda sobre os fundamentos da capacidade linguística humana.

📜 Tese e fundamentos filosóficos

A essência do livro reside em sua defesa de que a linguagem não é apenas um produto do ambiente (como sustentava o empirismo behaviorista, dominante nos anos 1960), mas sim uma capacidade inata regida por princípios universais.

Racionalismo cartesiano: Chomsky transita entre a filosofia e a ciência, explorando e filiando-se explicitamente à tradição racionalista de René Descartes e outros pensadores clássicos. Ele explora a noção cartesiana de uma “faculdade de linguagem” inata presente em todos os seres humanos.

Programa gerativista: O livro detalha os fundamentos do programa gerativista e demonstra como suas ideias têm raízes no pensamento racionalista de Descartes, nos gramáticos de Port-Royal e em Wilhelm von Humboldt.

Natureza criativa: Chomsky propõe que essa faculdade inata nos permita criar e entender infinitas sentenças a partir de elementos limitados, revelando a natureza criativa da linguagem.

💡 Relevância e legado

"Linguística cartesiana" é um estudo único sobre a criatividade linguística e a natureza da mente que a produz. A abordagem de Chomsky trouxe uma crítica contundente ao empirismo no estudo da linguagem e propõe que a linguagem é uma competência inata, essencial para a compreensão do funcionamento da mente humana.

A obra é considerada uma leitura indispensável e essencial para estudiosos da linguagem, filosofia e ciências cognitivas, além de todos os interessados na natureza humana e na capacidade única de produzir linguagem. Uma nova edição conta com introdução de James McGilvray, que contextualiza a obra para o século XXI, conectando-a às discussões atuais da biolinguística.

Pontos cruciais a acrescentar sobre a obra

Contexto histórico e crítico: O livro foi publicado originalmente em 1966, em um período em que a abordagem empirista e o behaviorismo dominavam o cenário acadêmico do estudo da linguagem. A obra de Chomsky surgiu, portanto, como uma crítica contundente a essa visão, propondo o resgate do racionalismo.

A criatividade como princípio: Um dos pilares da teoria gerativista, detalhado no livro, é a ideia de que a linguagem é uma capacidade criativa. A faculdade inata permite aos seres humanos criar e entender infinitas sentenças a partir de elementos limitados (regras complexas e princípios universais).

Bases filosóficas alargadas: A filiação de Chomsky à tradição racionalista se estende além de René Descartes. Os tradutores destacam que as ideias de Chomsky também têm raízes nos gramáticos de Port-Royal e em Wilhelm von Humboldt.

Atualização para o século XXI: O relançamento da obra (pela Editora Unesp, por exemplo) conta com uma introdução de James McGilvray, que contextualiza o texto para o século atual, conectando-o às discussões da biolinguística. Isso demonstra a relevância contínua da tese de Chomsky.

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