| Edição: 1ª |
| Publicação: 21 de abril de 2021 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 344 |
| Peso: 0.37 kg |
| Dimensões: 20.83 x 13.21 x 1.78 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 6557130803 |
| ISBN-13: 9786557130803 |
Quer comprar este livro?
Comprar LivroPublicada em 2014, "O Diabo: Uma biografia" (The Devil: A New Biography) é uma pesquisa histórica e cultural abrangente sobre como o conceito de Satanás ou do Diabo evoluiu nas tradições judaico-cristãs e moldou o pensamento ocidental.
Almond adota uma abordagem histórica e biográfica para traçar o "perfil" do Diabo, tratando-o como um personagem cuja identidade e poder mudaram drasticamente ao longo dos séculos.
A Evolução da Figura: O livro demonstra que a figura do Diabo não é estática. Ele não aparece totalmente formado nas escrituras; na verdade, ele é uma construção lenta e progressiva, influenciada por diversas culturas e eventos históricos.
No Judaísmo Antigo, a figura que se tornaria Satanás era mais um promotor da justiça divina (um procurador cósmico) do que um ser maligno.
No Cristianismo Primitivo, ele se transforma no adversário de Deus e no arquiteto do mal.
O Auge do Poder: Almond se aprofunda no período medieval e moderno, quando a crença no Diabo atingiu seu ápice. Ele examina o papel da demonologia, a consolidação da ideia do Pacto com o Diabo e a influência do medo satânico na caça às bruxas.
O Declínio: O livro acompanha o lento declínio da crença literal no Diabo a partir do Iluminismo (século XVIII). A figura demoníaca passa de uma presença real e física para uma metáfora do mal psicológico ou social, embora persista fortemente na cultura popular contemporânea.
Almond utiliza a ideia de "biografia" de forma metafórica e cultural. Ele não está escrevendo sobre uma pessoa real, mas sobre a história de um conceito, a identidade e as características do Diabo.
História da mudança: A principal força da obra é mostrar que a única constante na história do Diabo é a mudança. Demonstra que as características que hoje associamos a Satanás (chifres, tridente, cor vermelha) são, na maioria, invenções medievais e modernas, e não elementos bíblicos.
A "morte" e o retorno: O formato biográfico permite a Almond analisar o que ele chama de "morte" do Diabo (quando o Iluminismo o transformou em uma metáfora) e sua subsequente "ressurreição" e adaptação na cultura popular contemporânea (cinema, literatura, música), mostrando sua durabilidade simbólica.
Um ponto crucial que Almond aborda é a tensão entre o Diabo como causa do mal e a responsabilidade moral humana:
Transferência de culpa: Durante o auge da crença demonológica (Idade Média e Moderna), a figura do Diabo serviu muitas vezes para explicar o inexplicável e transferir a culpa pelos pecados e males sociais. Em vez de admitir a capacidade humana para a crueldade (como a heresia ou o crime), era mais fácil atribuir a causa a uma força externa e sobrenatural.
O adversário externo: Ao analisar a evolução do conceito, Almond ajuda a separar o mal metafísico (Satanás como força cósmica) do mal humano e social. O Diabo, como uma biografia cultural, reflete as preocupações, a moral e a autoimagem das sociedades que o criaram.