| Edição: 1ª |
| Publicação: 4 de março de 2022 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 158 |
| Peso: 0.190 kg |
| Dimensões: 14 x 1 x 19 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 655736135X |
| ISBN-13: 9786557361351 |
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Comprar LivroO livro "Psicologia Arquetípica: Uma Introdução Concisa" (1983) de James Hillman não é um mero manual, mas sim um manifesto que reformula a psicologia junguiana. A obra se concentra não apenas no "eu" (Ego) e no inconsciente pessoal, mas sim nas imagens primordiais e mitológicas (Arquétipos) que governam a psique humana. Hillman desloca o foco da clínica para a cultura, argumentando que a psique é inerentemente poética e polifônica, sendo organizada por múltiplas divindades ou figuras míticas. A obra rejeita a busca pela totalidade* (a Individuação) como objetivo central, propondo, em vez disso, a aceitação da multiplicidade e da fragmentação da alma, vendo a patologia e a neurose como manifestações valiosas e simbólicas dessas forças arquetípicas. É uma leitura fundamental para quem busca uma psicologia que valoriza a imaginação, a profundidade e a metáfora em detrimento do pragmatismo terapêutico.
* James Hillman rejeita o conceito de totalidade (ou self-realization) como o objetivo supremo da terapia, e ele foi o principal proponente dessa ideia dentro da Psicologia Arquetípica.
Essa rejeição é um dos pontos mais importantes da Psicologia Arquetípica e a principal crítica de Hillman ao Jungianismo clássico:
Para Jung, o objetivo final do processo de Individuação era alcançar o Self (ou a Totalidade), que seria a união consciente e inconsciente de todos os aspectos da psique. Hillman via essa busca pela Totalidade como uma "tirania monoteísta" dentro da psique. Ele argumentava que essa meta desvaloriza, marginaliza ou tenta "curar" os aspectos fragmentados, sombrios ou patológicos.
Hillman defendia que a psique humana é, por natureza, polifônica, ou seja, governada por múltiplas forças arquetípicas (como deuses e deusas da mitologia) que frequentemente estão em conflito entre si (por exemplo, a força de Hermes em relação a a força de Apolo).
Ele propõe que o objetivo não é curar a neurose e alcançar um estado único de totalidade, mas sim "ver através" da patologia (seeing through). A patologia, para Hillman, não é uma falha a ser corrigida, mas uma expressão valiosa e mitológica da alma que precisa ser ouvida e honrada.
Em resumo, enquanto Jung buscava a união para formar o Um, Hillman celebrava a multiplicidade e a permanência dos vários deuses e vozes dentro da psique.