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“O pobre de direita: A vingança dos bastardos”, de Jessé Souza (Civilização Brasileira, 2024), analisa por que parcelas das classes populares apoiam a extrema direita, mesmo quando isso contraria seus próprios interesses. O autor identifica o racismo estrutural e a dominação simbólica como chaves para entender esse fenômeno.
O pobre de direita: A vingança dos bastardos – Jessé Souza
Jessé Souza busca explicar por que uma parte significativa dos pobres apoia projetos políticos da extrema direita. Ele rejeita explicações simplistas (como conservadorismo religioso ou irracionalidade) e propõe uma análise mais profunda:
Racismo estrutural e cordial → mesmo disfarçado como preconceito regional ou cultural, legitima hierarquias sociais e naturaliza desigualdades.
Dominação simbólica → elites constroem narrativas históricas e culturais que reforçam sua superioridade e marginalizam pobres, negros e nordestinos.
Grupos analisados → o branco pobre e o negro evangélico, que, por diferentes caminhos, acabam abraçando discursos que os prejudicam.
Influência externa → papel da mídia, da indústria cultural, das igrejas evangélicas e até de teóricos da propaganda como Edward Bernays na manipulação da opinião pública.
Contribuições
O livro mostra que o apoio popular à extrema direita não é irracional, mas resultado de ressentimento social, busca por reconhecimento e manipulação simbólica.
Aponta como elites políticas e econômicas exploram fragilidades sociais para consolidar projetos autoritários.
Reforça a ideia de que o racismo é central para entender a dinâmica social brasileira, mais do que fatores econômicos isolados.
Relevância
Obra considerada provocadora e urgente, pois dialoga diretamente com o cenário político brasileiro pós-2018.
Contribui para debates sobre democracia, desigualdade e identidade nacional.
Escrita acessível, apesar da densidade teórica, tornando-se atraente tanto para leitores acadêmicos quanto para o público geral.