| Edição: 1ª |
| Publicação: 17 de maio de 2021 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 80 |
| Peso: 0.090 kg |
| Dimensões: 14 x 0.9 x 21 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 6559210553 |
| ISBN-13: 9786559210558 |
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“O caderno rosa de Lori Lamby”, publicado em 1990, inaugura a chamada “Trilogia Obscena” de Hilda Hilst. A obra marca uma virada na produção da autora, que até então era reconhecida sobretudo por sua poesia e por textos de forte densidade filosófica. Aqui, Hilst mergulha no território da pornografia literária, mas o faz com ironia e experimentação, transformando o erotismo em campo de reflexão sobre linguagem, poder e transgressão.
O romance é narrado por Lori Lamby, uma menina de oito anos que escreve em seu “caderno rosa” suas experiências e fantasias sexuais. Essa escolha narrativa é deliberadamente provocadora: Hilst utiliza a voz infantil para tensionar os limites da literatura, da moral e da representação. O choque inicial que o texto causa é parte de sua estratégia estética, pois obriga o leitor a confrontar tabus e a refletir sobre o papel da ficção.
Embora se apresente como pornografia, o livro é também uma crítica à própria pornografia e à sociedade que a consome. Hilst expõe a lógica mercantil do desejo, a exploração do corpo e a banalização da sexualidade, ao mesmo tempo em que subverte essas estruturas por meio da linguagem literária.
“O caderno rosa de Lori Lamby” é o primeiro volume da trilogia, seguido por “Contos d’Escárnio: textos grotescos” e “Cartas de um sedutor”. Juntos, esses livros compõem um projeto radical de experimentação, em que Hilst desafia tanto a crítica quanto o público, recusando-se a separar alta literatura de pornografia.
A obra permanece como um dos textos mais polêmicos da literatura brasileira contemporânea. Mais do que escandalizar, Hilst utiliza o erotismo como ferramenta de reflexão sobre os limites da linguagem e da representação. “O caderno rosa de Lori Lamby” é, portanto, um livro que exige do leitor não apenas coragem, mas também disposição para pensar a literatura como espaço de transgressão e crítica.
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