Manifesto antimaternalista: Psicanálise e políticas da reprodução - Iaconelli, Vera

Edição:
Publicação: 15 de setembro de 2023
Idioma: Português
Páginas: 256
Peso: 0.320 kg
Dimensões: 14 x 1.4 x 21 cm
Formato: Capa comum
ISBN-10: 6559791300
ISBN-13: 9786559791309

Quer comprar este livro?

Comprar Livro

Manifesto antimaternalista: psicanálise e políticas da reprodução - Vera Iaconelli

A desconstrução do discurso maternalista

Em Manifesto antimaternalista: psicanálise e políticas da reprodução, publicado em 2023 pela Editora Zahar, Vera Iaconelli propõe uma reflexão incisiva sobre o modo como a sociedade associa de forma quase automática a identidade feminina à maternidade. A autora, psicanalista e pesquisadora, examina os discursos que sustentam essa equivalência, revelando como ela se tornou um mecanismo de controle e normatização sobre as mulheres.

A psicanálise como ferramenta crítica

Iaconelli utiliza a psicanálise não apenas como campo clínico, mas como lente para compreender os efeitos subjetivos e sociais do maternalismo. O livro mostra como a imposição simbólica da maternidade pode gerar sofrimento psíquico, ao mesmo tempo em que limita a pluralidade das experiências femininas. A análise se estende às políticas públicas e às práticas culturais, evidenciando como o maternalismo se infiltra nas instituições e nos imaginários coletivos.

Entre política e subjetividade

O texto articula teoria e experiência, transitando entre o rigor conceitual e a crítica social. Ao discutir as políticas da reprodução, Iaconelli evidencia como o maternalismo se traduz em expectativas normativas que atravessam desde o corpo até os direitos reprodutivos. O livro, portanto, não é um manifesto contra a maternidade, mas contra a sua imposição como destino inevitável das mulheres.

A relevância contemporânea

A obra se inscreve no debate atual sobre gênero, autonomia e reprodução, oferecendo ao leitor uma perspectiva que desafia naturalizações e convoca à reflexão crítica. Sua força está na clareza com que distingue maternidade — experiência possível e legítima — de maternalismo, entendido como ideologia que aprisiona e silencia.

Mais livros