| Edição: 1ª |
| Publicação: 02 de novembro de 2022 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 456 |
| Peso: 0.6 kg |
| Dimensões: 16 x 4 x 23 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 6584568512 |
| ISBN-13: 9786584568518 |
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Comprar LivroTênebra: Narrativas brasileiras de horror [1839–1899] é uma antologia organizada por Júlio França e Oscar Nestarez, publicada em 2022, que reúne 27 contos de horror escritos no Brasil ao longo do século XIX. A obra busca resgatar uma tradição literária frequentemente negligenciada, revelando que o horror sempre esteve presente na literatura brasileira — muito além de nomes consagrados como Álvares de Azevedo.
Os textos selecionados abrangem autores conhecidos e obscuros, transitando por temas como o gótico, o grotesco, o sublime e o fantástico, com atmosferas sombrias, personagens atormentados e cenários de decadência e assombro. A edição conta com projeto gráfico e ilustrações de Eduardo Belga, reforçando o caráter visual e sensorial da experiência.
Mais do que uma coletânea, Tênebra é uma pesquisa arqueológica literária: um convite a revisitar o passado sombrio da literatura nacional e reconhecer sua riqueza estética e temática.
Tênebra ilumina as sombras da literatura brasileira. Ao reunir contos esquecidos ou marginalizados, a antologia revela que o horror não é estranho à nossa tradição, existe desde o século XIX, em narrativas que exploram o medo, o delírio, o sobrenatural e a morte.
A curadoria é cuidadosa: os textos não apenas representam o gênero, mas também dialogam com o contexto histórico e cultural do Brasil oitocentista. Há ecos do romantismo sombrio europeu e marcas locais, o medo tropical, o catolicismo opressivo, o patriarcalismo decadente.
Literariamente, os contos variam do sublime ao grotesco, do lírico ao macabro. A edição é um deleite visual, com projeto gráfico que evoca grimórios e manuscritos antigos. Tênebra é leitura para quem deseja conhecer o lado sombrio da literatura nacional. O horror como parte viva da nossa literatura — não como importação, mas como expressão autêntica de nossos próprios fantasmas.