| Edição: 1ª |
| Publicação: 31 de dezembro de 2024 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 320 |
| Dimensões: 14.5 x 3 x 21.5 cm |
| Formato: Capa dura |
| ISBN-10: 6584898156 |
| ISBN-13: 9786584898158 |
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Comprar LivroA obra Sertão é composta por textos curtos — entre contos, crônicas e relatos — que retratam o interior do Brasil como espaço de mistério, religiosidade, violência e beleza. Coelho Neto utiliza uma linguagem rica, por vezes barroca, para descrever paisagens, personagens e situações que evocam o imaginário popular: festas religiosas, aparições, jagunços, curandeiros, animais míticos.
O livro se inscreve na tradição do regionalismo literário, mas com forte carga simbólica e estética. Não há um enredo único: cada texto é uma janela para um aspecto do sertão, tratado ora com lirismo, ora com tensão dramática.
Sertão antecipa temas que seriam retomados por autores como João Guimarães Rosa e Graciliano Ramos, embora com uma abordagem mais ornamental e menos introspectiva. É uma obra que revela o esforço de Coelho Neto em construir uma identidade nacional a partir da valorização do interior, da oralidade e da cultura popular.
Henrique Coelho Neto (1864–1934) foi um escritor prolífico e influente da virada do século XIX para o XX. Nascido no Maranhão, viveu no Rio de Janeiro e atuou como jornalista, professor, político e romancista. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras e chegou a ser considerado o “príncipe dos prosadores brasileiros”, embora sua fama tenha diminuído ao longo do tempo.
Sua obra é vasta e multifacetada, abrangendo romance, conto, teatro, crônica e ensaio. Coelho Neto foi um autor profundamente marcado pelo espírito do seu tempo: o nacionalismo republicano, o cientificismo do naturalismo, o gosto pelo exotismo e pela exuberância verbal.
Sertão foi publicada em 1908, definindo uma inflexão importante na trajetória literária do autor, até então associado à prosa urbana, ao romance naturalista e ao teatro. Com esse livro, Coelho Neto volta seu olhar para o interior do Brasil, especialmente para o sertão nordestino, e constrói uma narrativa que mistura crônica, conto, lenda e descrição paisagística, revelando um Brasil profundo, mítico e ancestral.