| Edição: 1ª |
| Publicação: 20 de agosto de 2025 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 560 |
| Peso: 0.780 kg |
| Dimensões: 15.1 x 2.5 x 23 cm |
| Formato: Capa dura |
| ISBN-10: 6584956954 |
| ISBN-13: 9786584956957 |
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Nesta obra monumental do Renascimento francês, François Rabelais edifica uma das narrativas mais singulares e subversivas da literatura universal. Composta por cinco livros que narram as crônicas dos gigantes pai e filho, a obra é um monumento à liberdade intelectual e ao prazer dos sentidos. Rabelais utiliza uma linguagem erudita e simultaneamente vernácula, mesclando o latim eclesiástico com o calão das tavernas para tecer uma sátira feroz contra o escolasticismo medieval e o ascetismo religioso. Sob o manto da bufonaria e do grotesco, o autor propõe uma nova pedagogia e um novo homem, pautados na curiosidade científica, na bondade natural e no otimismo humanista que define o “Pantagruelismo” — uma disposição de espírito caracterizada por uma certa serenidade alegre diante dos reveses da vida.
A narrativa de Rabelais opera através de uma hipérbole constante, onde a fisiologia humana é elevada a proporções cósmicas para ridicularizar as instituições de sua época. O autor detalha as aventuras de Gargântua — desde seu nascimento extraordinário pela orelha da mãe até sua educação reformista — e de seu filho Pantagruel em sua busca pelo Oráculo da Garrafa Divina. Através de personagens antológicos como o monge Frei João e o astuto Panurgo, a obra fustiga a Sorbonne, os tribunais de justiça e a corrupção do clero. O texto é um inventário exaustivo de conhecimentos, listas intermináveis e jogos de palavras que demonstram o domínio enciclopédico do autor, transformando a leitura em um banquete de erudição rabelaisiana onde o riso não é apenas entretenimento, mas uma forma de conhecimento e libertação.
Um dos pontos culminantes da obra é a fundação da Abadia de Thélème, uma contra-utopia monástica cuja única regra é “Faze o que queres”. Neste episódio, Rabelais projeta o ideal da educação humanista e da convivência harmoniosa baseada na honra e na inclinação natural para a virtude, livre das amarras de votos coercitivos. A obra encerra-se não apenas como uma sátira social, mas como um manifesto em defesa do livre-pensar e da dignidade do corpo humano. François Rabelais legou à posteridade um texto que, apesar de censurado em seu tempo, permanece como o pilar da literatura carnavalesca, influenciando de Cervantes a Joyce, e reafirmando que a inteligência e o bom humor são as melhores armas contra o dogmatismo.
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