| Edição: 1ª |
| Publicação: 15 de junho de 2025 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 125 |
| Peso: 0.280 kg |
| Dimensões: 15.1 x 1.2 x 23 cm |
| Formato: Capa dura |
| ISBN-10: 6584956962 |
| ISBN-13: 9786584956964 |
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Publicado anonimamente em 1908 por um grupo que se autodenomina “Três Iniciados”, O Caibalion apresenta-se como uma compilação dos ensinamentos fundamentais de Hermes Trismegisto, a figura lendária que sintetiza a sabedoria egípcia e grega. A obra não se propõe a ser um dogma religioso, mas um sistema de princípios lógicos e metafísicos que regem a estrutura do universo. Com uma linguagem erudita, porém acessível e de um pragmatismo transcendente, o texto busca oferecer as “chaves mestras” que permitem ao estudante de ocultismo e filosofia abrir as portas do entendimento sobre as leis invisíveis que governam a realidade material e espiritual.
O cerne da obra repousa sobre a exposição detalhada de sete leis ou axiomas que, segundo os autores, são imutáveis e universais. A narrativa inicia-se com o Princípio do Mentalismo, afirmando que “O Todo é Mente; o Universo é Mental”, estabelecendo a base para a compreensão de que a realidade física é uma manifestação de uma inteligência suprema. O texto progride através das leis de Correspondência, Vibração, Polaridade, Ritmo, Causa e Efeito e Gênero. Cada capítulo funciona como um tratado filosófico que explica fenômenos cotidianos e espirituais a partir dessas engrenagens, detalhando como o domínio desses princípios permite ao indivíduo transmutar estados mentais e harmonizar-se com o fluxo da existência.
Para além da teoria, O Caibalion enfatiza a aplicação prática do conhecimento através da chamada “Transmutação Mental”, descrita como a arte de modificar as vibrações da própria mente para alcançar níveis superiores de consciência e bem-estar. Os autores utilizam uma retórica que une a sabedoria antiga às intuições da física e da psicologia moderna, sugerindo que o universo é um grande laboratório de energia e vontade. A obra encerra-se como um convite à maestria de si mesmo, reafirmando que “os lábios da sabedoria estão cerrados, exceto aos ouvidos do entendimento”, e consolidando-se como um dos pilares do pensamento esotérico ocidental do século XX.
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