Carta de achamento do Brasil - Caminha, Pero Vaz de

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Edição:
Publicação: 29 de junho de 2021
Idioma: Português
Páginas: 136
Peso: 0.200 kg
Dimensões: 10.5 x 0.8 x 18 cm
Formato: Capa comum
ISBN-10: 6586253829
ISBN-13: 9786586253825

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A “Carta de Achamento do Brasil”, escrita por Pero Vaz de Caminha em 1500, é considerada o primeiro documento literário produzido em território brasileiro e funciona como a “certidão de nascimento” do país. O texto descreve a chegada da frota de Pedro Álvares Cabral, as primeiras impressões sobre a terra e os povos indígenas, e foi enviado ao rei Dom Manuel I como relatório oficial.

Carta de achamento do Brasil - Pero Vaz de Caminha

O relato inaugural

Redigida em Porto Seguro, Bahia, em 1º de maio de 1500, a carta foi escrita pelo escrivão da expedição de Cabral, Pero Vaz de Caminha, e enviada a Lisboa por Gaspar de Lemos. O documento narra o avistamento do litoral, o desembarque dos portugueses, o primeiro contato com os indígenas e a celebração da primeira missa em solo brasileiro.

A visão eurocêntrica

Embora seja um testemunho histórico de valor inestimável, a carta reflete a mentalidade europeia da época. Caminha descreve os indígenas como “gente de tal inocência”, ressaltando sua nudez e simplicidade, mas omite ou minimiza aspectos de sua cultura, como agricultura e organização social. Essa perspectiva revela o olhar colonial, que reduzia a alteridade indígena a uma visão de carência e exotismo.

Importância literária e histórica

A carta é considerada a primeira manifestação do Quinhentismo, movimento literário ligado ao Classicismo português, mas que no Brasil se caracteriza por textos de caráter informativo e descritivo. Além de documento político, é também marco literário, pois inaugura a escrita sobre o território e seus habitantes.

Considerações críticas

Mais de cinco séculos depois, a carta continua a ser estudada não apenas como registro da chegada dos portugueses, mas também como exemplo de como a narrativa oficial construiu uma imagem do Brasil a partir de interesses coloniais. É, ao mesmo tempo, fonte histórica e objeto de crítica, pois mostra como a escrita pode selecionar, omitir e hierarquizar realidades.

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