| Edição: 1ª |
| Publicação: 1 de outubro de 2023 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 320 |
| Peso: 0.500 kg |
| Dimensões: 16 x 2 x 23 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 6586864283 |
| ISBN-13: 9786586864281 |
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Comprar Livro"Mitos Para Viver" (1972) é uma obra de Joseph Campbell, onde o renomado mitólogo sintetiza anos de pesquisa para argumentar a necessidade e a função dos mitos na sociedade moderna. O livro não se concentra em um mito específico, mas sim na universalidade e atemporalidade dos mitos. Com o declínio da religião e o avanço da ciência e da tecnologia, o ser humano perdeu o acesso direto às narrativas simbólicas que outrora davam sentido à vida e guiavam a moralidade. Campbell explora como os mitos (antigos ou modernos) continuam a cumprir quatro funções cruciais: a função mística (despertar o mistério do universo), a função cosmológica (explicar o universo), a função sociológica (sustentar a ordem social) e, crucialmente, a função pedagógica/psicológica (guiar o indivíduo através das fases da vida). O livro é um apelo para que o leitor encontre seus próprios mitos pessoais, seguindo o chamado interior para a aventura da autodescoberta, ou seja, vivendo o seu próprio caminho de herói no mundo contemporâneo.
O livro é um manifesto sobre a falha das instituições modernas em fornecer os ritos de passagem necessários para a maturação psicológica. Campbell argumenta que, enquanto a ciência destruiu a validade literal de muitas cosmologias antigas, ela não forneceu substitutos para a orientação simbólica e emocional. Ele dedica grande atenção à diferença entre o mito (a narrativa) e o rito (a ação), lamentando que, na vida contemporânea, estamos meramente imitando ritos sociais vazios (como a formatura ou um casamento puramente secular) sem a experiência mística e transformadora que a mitologia original proporcionava. Para Campbell, a solução é o reflorestamento da mitologia interior, onde o indivíduo deve criar sua própria ponte simbólica, retirando a energia psíquica das velhas e mortas narrativas e aplicando-a diretamente à sua experiência pessoal. É, em essência, um convite para o indivíduo moderno se tornar o seu próprio herói criador de significado.