| Edição: 1ª |
| Publicação: 19 de setembro de 2024 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 784 |
| Dimensões: 14 x 3.9 x 21 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 6587955258 |
| ISBN-13: 9786587955254 |
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Comprar Livro"Solenoide" é um dos mais importantes e monumentais romances de Mircea Cărtărescu, publicado originalmente na Romênia em 2015 (em romeno, o título é o mesmo: Solenoide).
Com quase 800 páginas, a obra condensa as obsessões do autor, sendo frequentemente descrita como um "anti-romance" ou "metafísica ficcional", por sua estrutura fragmentada e sua recusa à narrativa convencional.
O romance é apresentado como o manuscrito-diário de um narrador sem nome, um escritor frustrado que acabou se tornando um professor de ensino fundamental em uma escola decadente de um bairro periférico de Bucareste (a "cidade mais triste do mundo").
Em vez de alcançar o sucesso literário que almejava na juventude, ele vive uma rotina de tédio e melancolia, mas começa a experimentar uma série de anomalias e eventos fantásticos que o fazem questionar a natureza da realidade.
O Solenoide e a Quarta Dimensão: O narrador vive em uma casa bizarra, em forma de navio, construída sobre um solenoide – um dispositivo eletromagnético que gera um campo de força. Esse solenoide, e outros espalhados pela cidade, funcionam como portais metafísicos ou chaves para dimensões alternativas, oferecendo uma rota de fuga da realidade sufocante e limitadora da Bucareste comunista dos anos 80.
Autoficção Invertida: A obra é profundamente meta literária. O narrador é um alter-ego de Cărtărescu que falhou em sua carreira literária. Ele registra suas memórias, sonhos e reflexões filosóficas, contrastando intencionalmente sua vida ficcional com a do escritor real.
Monstruosidade e Microcosmo: O romance explora o grotesco e a fragilidade do corpo, com passagens obsessivas sobre parasitas, piolhos e a vida microscópica. Há, inclusive, uma parte em que o narrador se torna um ácaro para observar o universo de uma nova perspectiva, numa alegoria cósmica.
Estilo: A prosa é monumental (o livro é extenso), detalhista, e oscila constantemente entre o realismo banal da vida sob a ditadura e o surrealismo onírico e filosófico. É uma investigação densa sobre o significado da existência, a capacidade da arte de destruir e recriar o mundo, e a busca por uma saída para a finitude humana.
É uma obra altamente desafiadora e lírica, frequentemente comparada a autores como Franz Kafka e Jorge Luis Borges.