| Publicação: 1 de setembro de 2022 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 256 |
| Peso: 0.480 kg |
| Dimensões: 16 x 2 x 23 cm |
| Formato: Capa dura |
| ISBN-10: 6588218826 |
| ISBN-13: 9786588218822 |
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O livro Mestres do Gótico Botânico foi publicado em 2022 pela Editora Wish (Darkside) e reúne contos clássicos de terror botânico, escritos por autores como Algernon Blackwood, Charlotte Perkins Gilman, Elia W. Peattie, M. R. James e outros. A obra explora o subgênero do horror envolvendo plantas e fungos assassinos, trazendo histórias de suspense e mistério sobrenatural.
Mestres do Gótico Botânico apresenta uma coletânea de narrativas que exploram o medo e o fascínio em torno da natureza, especialmente quando plantas e organismos vivos se tornam agentes de terror. O subgênero, conhecido como horror botânico ou killer plants, ganhou destaque nos séculos XIX e XX, e esta edição resgata textos de grandes mestres do gótico que abordaram o tema.
Entre os escritores reunidos na coletânea estão Algernon Blackwood, Charlotte Perkins Gilman, Elia W. Peattie e M. R. James, todos reconhecidos por suas contribuições ao gênero gótico e ao horror sobrenatural. Cada conto traz uma atmosfera única, mas todos compartilham o elemento inquietante da natureza como força ameaçadora.
Nascido em Shooter’s Hill, Kent, Inglaterra, Blackwood teve uma vida marcada por experiências diversas: trabalhou como fazendeiro no Canadá, administrou um hotel, minerou no Alasca e foi repórter em Nova York. Essas vivências moldaram sua visão de mundo e forneceram material para suas narrativas. Em 1899, retornou à Inglaterra e passou a se dedicar integralmente à escrita.
Blackwood publicou seu primeiro livro de contos, The Empty House (1906), e rapidamente se destacou como autor de histórias sobrenaturais. Entre suas obras mais célebres estão Os Salgueiros (The Willows), considerada por H. P. Lovecraft uma das melhores histórias de terror já escritas, e The Wendigo, que explora o folclore indígena norte-americano. Sua produção inclui romances, coletâneas de contos e peças radiofônicas, além de trabalhos como narrador e apresentador de programas de histórias sobrenaturais na BBC.
Algernon Blackwood é lembrado como um dos escritores mais prolíficos da ficção especulativa e sobrenatural. Sua obra influenciou autores posteriores, incluindo Lovecraft, e permanece como referência no gênero gótico e de horror. Ele recebeu o título de Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE) em reconhecimento à sua contribuição literária. Sua capacidade de transformar a natureza em cenário de mistério e ameaça consolidou sua reputação como um “gigante oculto” da literatura fantástica.
Nascida em Hartford, Connecticut, Gilman enfrentou dificuldades pessoais e financeiras desde cedo, o que a levou a refletir sobre o papel da mulher na sociedade. Tornou-se uma palestrante e ativista dedicada à causa da igualdade de gênero, defendendo a independência econômica das mulheres como condição essencial para sua liberdade.
Sua obra mais famosa é o conto “The Yellow Wallpaper” (1892), considerado um marco da literatura feminista e da crítica às práticas médicas da época, especialmente no tratamento da saúde mental das mulheres. Além disso, escreveu livros como Women and Economics (1898), em que argumenta pela emancipação feminina por meio do trabalho e da autonomia financeira, e Herland (1915), um romance utópico que imagina uma sociedade composta apenas por mulheres.
Gilman deixou um legado duradouro como pensadora e escritora que desafiou normas sociais e médicas de sua época. Seu trabalho influenciou gerações de feministas e estudiosos da literatura, sendo reconhecida como uma das precursoras da crítica feminista moderna. Hoje, suas obras continuam a ser estudadas em cursos de literatura, história e estudos de gênero, pela força com que expõem desigualdades e pela visão de um futuro mais igualitário.
Elia Wilkinson Peattie (1862–1935) foi uma escritora, jornalista e crítica norte-americana. Nascida em Kalamazoo, Michigan, destacou-se como uma das primeiras mulheres repórteres do Chicago Tribune e, mais tarde, atuou como editora e cronista em jornais de Omaha.
Além do jornalismo, Peattie escreveu contos, romances e críticas literárias. Muitas de suas histórias exploram temas sociais e culturais da virada do século XIX para o XX, incluindo o papel da mulher na sociedade.
Peattie é lembrada como uma pioneira no jornalismo feminino e como uma voz importante na literatura gótica e de mistério, tendo obras incluídas em antologias como Mestres do Gótico Botânico.
Nascido em Kent, Inglaterra, M. R. James seguiu carreira acadêmica brilhante, tornando-se diretor do Eton College e depois vice-chanceler da Universidade de Cambridge. Especialista em manuscritos medievais e arqueologia cristã, dedicou grande parte da vida ao estudo da história e da arte religiosa.
Apesar de sua carreira acadêmica, James é mais lembrado por seus contos de fantasmas, publicados principalmente entre o fim do século XIX e início do XX. Obras como Ghost Stories of an Antiquary (1904) e More Ghost Stories of an Antiquary (1911) consolidaram seu estilo característico: narrativas ambientadas em locais eruditos ou históricos, com protagonistas acadêmicos que se deparam com forças sobrenaturais sutis e perturbadoras. Entre seus contos mais célebres estão Oh, Whistle, and I’ll Come to You, My Lad, Casting the Runes e A Warning to the Curious.
M. R. James revolucionou o gênero do conto de fantasmas ao afastar-se do estilo gótico vitoriano e criar histórias mais realistas, ambientadas em cenários familiares e acadêmicos, mas permeadas por um terror psicológico refinado. Sua influência se estende a autores como H. P. Lovecraft e continua a inspirar escritores e cineastas contemporâneos. Até hoje, suas histórias são lidas e adaptadas, especialmente em produções televisivas britânicas que celebram sua tradição de “ghost stories for Christmas”.
Nascido em Essex, Inglaterra, Hodgson teve uma juventude marcada pelo trabalho como marinheiro, experiência que influenciou profundamente sua obra literária. Mais tarde, tornou-se fotógrafo e instrutor de cultura física, mas foi na escrita que encontrou sua maior expressão. Morreu jovem, aos 40 anos, durante a Primeira Guerra Mundial, na Batalha de Ypres.
Hodgson escreveu romances e contos que se tornaram clássicos do horror e da ficção especulativa. Entre suas obras mais conhecidas estão The House on the Borderland (1908), que mistura terror cósmico e visões apocalípticas, The Boats of the “Glen Carrig” (1907), uma narrativa marítima de sobrevivência, e The Night Land (1912), uma das mais ousadas obras de ficção fantástica, ambientada em um futuro remoto e sombrio. Seus contos de terror marítimo, como os protagonizados pelo personagem Carnacki, o investigador do oculto, também se destacam.
Hodgson é considerado um precursor do horror cósmico, influenciando diretamente autores como H. P. Lovecraft, que admirava sua capacidade de criar atmosferas de estranheza e insignificância humana diante do infinito. Sua fusão de elementos marítimos, sobrenaturais e futuristas o coloca como uma figura única na literatura fantástica. Apesar de ter morrido cedo, sua obra continua a ser lida e estudada, especialmente por quem aprecia o gótico, o sobrenatural e a ficção especulativa.
Nascido em Nîmes, no sul da França, Daudet iniciou sua carreira como professor antes de se dedicar integralmente à escrita. Mudou-se para Paris ainda jovem, onde trabalhou como jornalista e começou a publicar suas primeiras obras literárias.
Daudet escreveu romances, contos e peças teatrais, destacando-se por seu estilo realista e ao mesmo tempo poético. Entre suas obras mais conhecidas estão Cartas de meu moinho (Lettres de mon moulin, 1869), uma coletânea de histórias inspiradas na vida provençal, e Tartarín de Tarascon (1872), uma sátira bem-humorada sobre a fanfarronice provinciana. Também escreveu romances de maior densidade, como Sapho (1884), que aborda temas de paixão e moralidade.
Alphonse Daudet é lembrado por sua habilidade em retratar a vida cotidiana com sensibilidade e ironia, além de sua contribuição para o realismo literário francês. Suas obras continuam a ser lidas e estudadas, especialmente por sua capacidade de unir crítica social, humor e lirismo. Ele ocupa um lugar importante na tradição literária da França, ao lado de autores como Flaubert e Zola, mas com um tom mais leve e acessível.
Nascida em 1882, Eleanor F. Lewis trabalhou como bibliotecária e pesquisadora na Northwestern University, onde se aposentou em 1948. Além de sua atuação acadêmica, dedicou-se à escrita de contos, alguns deles voltados ao gênero gótico e sobrenatural.
Sua obra mais conhecida é o conto “The Vengeance of a Tree”, que explora o tema do horror botânico — plantas e elementos naturais como agentes de mistério e ameaça. Esse texto foi incluído em antologias modernas, como Mestres do Gótico Botânico (Editora Wish, 2022). Lewis também aparece em coletâneas de escritoras do século XIX e XX, como Weird Tales from Women Writers.
Embora não tenha sido uma autora prolífica como outros nomes do gótico, Eleanor F. Lewis é lembrada por sua contribuição singular ao subgênero do horror botânico. Sua obra representa a presença feminina em um campo literário dominado por homens e continua a ser resgatada em antologias contemporâneas que valorizam escritoras esquecidas da literatura fantástica.
Nascida na Filadélfia, Lucy H. Hooper destacou-se como poetisa e colaboradora em periódicos literários. Mudou-se para Paris em 1874, onde viveu até sua morte, tornando-se correspondente internacional e divulgadora da cultura francesa para o público americano.
Hooper escreveu poesia, peças teatrais e artigos jornalísticos. Entre suas obras estão Poems (1865), uma coletânea de versos líricos, e Under the Southern Cross (1877), que reúne poemas inspirados em viagens e experiências culturais. Também atuou como editora da revista literária Lippincott’s Magazine, sendo uma das primeiras mulheres a ocupar tal posição.
Lucy H. Hooper é lembrada como uma pioneira na literatura e no jornalismo feminino do século XIX. Sua carreira internacional e sua atuação como escritora e editora abriram espaço para outras mulheres na imprensa e na literatura. Embora menos conhecida hoje, sua obra representa uma contribuição significativa para a presença feminina na cultura literária da época.
Nascido em Salem, Massachusetts, Hawthorne cresceu em meio ao peso histórico dos julgamentos das bruxas de Salem, que marcaram sua cidade natal e influenciaram sua obra. Trabalhou como funcionário público e cônsul, mas dedicou grande parte da vida à escrita.
Hawthorne escreveu romances, contos e ensaios que exploram temas como pecado, culpa, moralidade e o lado sombrio da natureza humana. Sua obra mais célebre é “A Letra Escarlate” (1850), que narra a história de Hester Prynne, marcada pela sociedade puritana após cometer adultério. Outros livros importantes incluem A Casa das Sete Torres (1851), O Fauno de Mármore (1860) e coletâneas de contos como Twice-Told Tales (1837).
Hawthorne é lembrado como um mestre da narrativa psicológica e moral, capaz de unir crítica social e profundidade simbólica. Sua obra influenciou escritores como Herman Melville e Henry James, além de permanecer como referência na literatura americana. Ele ajudou a consolidar o romance como forma literária nos Estados Unidos e continua a ser estudado por sua análise da hipocrisia social e da complexidade da consciência humana.
A coletânea é indicada para leitores que apreciam literatura gótica, contos de terror clássico e narrativas que exploram o lado sombrio da natureza. A edição brasileira é cuidadosa, com tradução e apresentação voltadas para valorizar o impacto das histórias originais.
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