O erotismo - Bataille, Georges

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Edição:
Publicação: 30 de setembro de 2020
Idioma: Português
Páginas: 344
Peso: 0.200 kg
Dimensões: 22.4 x 15.2 x 2 cm
Formato: Capa comum
ISBN-10: 6588239092
ISBN-13: 9786588239094

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O erotismo - Georges Bataille

A experiência do excesso e da transgressão

Em “O erotismo”, Georges Bataille constrói uma reflexão filosófica e literária sobre a dimensão mais inquietante da vida humana. Para o autor, o erotismo não é apenas prática sexual, mas experiência de excesso, de transgressão das fronteiras que delimitam o indivíduo e a sociedade. O livro se apresenta como um ensaio que articula antropologia, filosofia e literatura, explorando o erotismo como força que desafia a ordem, que aproxima vida e morte, prazer e sacrifício.

Erotismo como ruptura da continuidade

Bataille define o erotismo como movimento que rompe a continuidade da existência, introduzindo o ser em uma experiência de desordem e de dissolução. O corpo, ao se entregar ao desejo, abandona a lógica da utilidade e se abre ao risco, ao interdito, ao sagrado. Essa concepção aproxima o erotismo da experiência religiosa e do sacrifício, pois ambos implicam a transgressão de limites e a exposição ao excesso.

O interdito e a transgressão

O autor insiste na relação entre erotismo e interdito. O desejo só se torna significativo porque encontra barreiras, normas e proibições. Transgredi-las é parte essencial da experiência erótica, que se alimenta da tensão entre o permitido e o proibido. Nesse sentido, o erotismo é inseparável da moral, não porque a obedeça, mas porque a desafia.

Erotismo, morte e sacrifício

Bataille aproxima o erotismo da morte, mostrando como ambos revelam a fragilidade das fronteiras que sustentam a vida. O sacrifício, prática ritual que une prazer e destruição, é visto como paradigma da experiência erótica. O corpo, ao se entregar ao desejo, experimenta uma forma de dissolução que antecipa a morte, mas também intensifica a vida.

Considerações finais

“O erotismo” é uma obra que exige do leitor coragem intelectual, pois confronta diretamente os limites da moral e da racionalidade. Bataille não descreve o erotismo como mero prazer, mas como experiência radical de transgressão, capaz de revelar a profundidade da condição humana. Trata-se de um livro que une filosofia e literatura em uma meditação sobre o excesso, o interdito e a potência da vida.

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