| Edição: 1ª |
| Publicação: 31 de outubro de 2025 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 160 |
| Peso: 0.180 kg |
| Dimensões: 14 x 1.5 x 21 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 658973240X |
| ISBN-13: 9786589732402 |
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Florence Farr, proeminente figura da Ordem Hermética da Aurora Dourada, logrou nesta obra uma síntese primorosa entre a arqueologia sagrada e a prática operativa, resgatando a essência da espiritualidade tebana para a consciência ocidental moderna. A autora não se detém na mera catalogação de divindades, mas mergulha na metafísica do Egito Antigo, onde a palavra é o instrumento da criação e o ritual é a técnica de ascensão do espírito. Com uma prosa elegante e imbuída de um profundo respeito iniciático, Farr explora como os antigos egípcios concebiam a alma não como uma unidade indivisível, mas como um complexo de veículos que permitiam ao iniciado transitar entre o tempo e a eternidade.
O tratado dedica-se com minúcia à descrição dos componentes da personalidade humana segundo a tradição egípcia, dissecando conceitos como o Ka, o Ba e o Khu. Através de uma análise erudita, a autora demonstra que a magia egípcia era, fundamentalmente, uma ciência da imortalidade, onde o domínio sobre o nome secreto e a imagem permitia ao mago governar as correntes do mundo invisível. Farr utiliza sua sensibilidade artística e intelectual para traduzir o simbolismo dos papiros e monumentos em uma linguagem acessível à mente contemporânea, sem, contudo, sacrificar o mistério que envolve as práticas teúrgicas destinadas à união com o divino.
Um dos pontos de maior profundidade na obra reside na exploração do Hekau, a palavra mágica de poder. A autora argumenta que a entonação correta e a intenção direcionada são as chaves que abrem as portas dos diferentes planos de existência, transformando o operador em um co-criador da realidade.
Ao concluir suas considerações, Florence Farr reafirma que a sabedoria do Egito não é uma relíquia do passado, mas uma fonte viva de conhecimento que continua a alimentar as tradições ocultas do presente. Sua visão sobre a continuidade da consciência e a importância do rito fúnebre como uma iniciação final revela uma compreensão que transcende o tempo. A obra subsiste como um convite à redescoberta da sacralidade inerente à natureza e ao homem, posicionando o ocultismo egípcio como a fundação de toda a magia ocidental. É um livro que exige do leitor uma disposição contemplativa, permitindo que o esplendor de Khem ilumine as sombras da alma moderna.
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