| Edição: 1ª |
| Publicação: 21 de julho de 2025 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 392 |
| Peso: 0.540 kg |
| Dimensões: 14.5 x 2.5 x 21.7 cm |
| Formato: Capa dura |
| ISBN-10: 6598163684 |
| ISBN-13: 9786598163686 |
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Publicado originalmente em 1987, Quão caro foi o açúcar? é a obra mais célebre da escritora surinamesa Cynthia McLeod, considerada um marco na literatura caribenha e na representação ficcional da escravidão. Ambientado no Suriname do século XVIII, o romance reconstrói a vida nas plantações de cana-de-açúcar, onde o luxo e o poder de uma pequena elite branca se sustentavam sobre a exploração brutal de milhares de homens e mulheres escravizados.
A narrativa acompanha duas jovens da classe dominante, Sarith e Elza, cujas histórias pessoais se entrelaçam com o destino dos escravizados que as cercam. Através de suas experiências, McLeod expõe as contradições da sociedade colonial: o requinte e a ostentação, convivendo com a violência, a degradação e a desumanização. O açúcar, símbolo de riqueza e prazer para a Europa, revela-se aqui como fruto de um sistema cruel e desumano.
A obra de Cynthia McLeod é ao mesmo tempo romance histórico e denúncia social. A autora, filha de um historiador e profundamente ligada à memória de seu país, utiliza uma narrativa envolvente para revelar as tensões entre colonizadores e colonizados, entre opressores e oprimidos. O título já sugere a pergunta central: qual o preço real do açúcar, não em moedas, mas em vidas humanas sacrificadas?
O estilo de McLeod combina rigor histórico com sensibilidade literária. As descrições das plantações, das casas senhoriais e das relações sociais são minuciosas, mas nunca frias: há sempre um olhar crítico que ilumina a violência estrutural do sistema escravista. A autora não se limita a retratar os senhores, mas dá voz e dignidade aos escravizados, mostrando suas resistências, dores e esperanças.
O romance também se destaca por sua dimensão feminina. Ao centrar a narrativa em Sarith e Elza, McLeod revela como as mulheres da elite colonial viviam entre privilégios e restrições, e como suas escolhas afetavam diretamente a vida dos escravizados. Essa perspectiva amplia a compreensão da sociedade colonial, mostrando que o poder e a opressão se manifestavam em múltiplas camadas.
Considerado um clássico da literatura surinamesa, Quão caro foi o açúcar? transcende o contexto local e dialoga com toda a história da escravidão nas Américas. É uma obra que convida à reflexão sobre memória, identidade e responsabilidade histórica, ao mesmo tempo em que oferece uma narrativa intensa e comovente.
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