| Edição: 65ª |
| Publicação: 1 de julho de 1986 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 432 |
| Peso: 0.500 kg |
| Dimensões: 21.2 x 14 x 3.2 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 850102872X |
| ISBN-13: 9788501028723 |
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Comprar LivroPublicado em 1985, O amor nos tempos do cólera é um dos romances mais célebres de Gabriel García Márquez, que narra a história de um amor persistente e quase obsessivo. O enredo acompanha Florentino Ariza e Fermina Daza, cuja juventude é marcada por uma paixão intensa, interrompida quando Fermina decide casar-se com o médico Juvenal Urbino, homem respeitado e símbolo da racionalidade moderna.
Florentino, porém, não renuncia ao sentimento: ao longo de mais de cinquenta anos, atravessa aventuras amorosas e constrói uma vida marcada pela espera, até que a morte de Urbino abre espaço para a retomada de sua promessa inicial. O romance se desenrola entre cartas, encontros furtivos e o peso do tempo, compondo uma narrativa sobre a persistência do desejo e a inevitabilidade da velhice.
A obra é uma meditação sobre o amor em suas múltiplas formas: juvenil e arrebatado, conjugal e disciplinado, clandestino e persistente. García Márquez constrói personagens complexos, em que o amor se revela tanto como força vital quanto como obsessão. Florentino Ariza é figura de devoção e obstinação, enquanto Fermina Daza encarna a lucidez e a resistência, tornando o reencontro tardio dos dois uma síntese de paixão e maturidade.
O estilo do autor é exuberante, marcado por frases longas, ritmo cadenciado e riqueza de imagens. Embora não se trate de um romance de realismo mágico em sentido estrito, há nele a mesma atmosfera encantada que permeia a obra de Márquez, em que o cotidiano se abre para o extraordinário. O cenário caribenho, com suas cores, cheiros e sons, é parte essencial da narrativa, conferindo densidade sensorial à história.
O amor nos tempos do cólera é, ao mesmo tempo, uma celebração da persistência do amor e uma reflexão sobre o tempo, a morte e a memória. O romance mostra que o amor pode sobreviver às décadas, às perdas e às transformações, mas também revela suas ambiguidades, seus excessos e suas contradições.