| Edição: 1ª |
| Publicação: 1 de junho de 2012 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 216 |
| Peso: 0.281 kg |
| Dimensões: 14 x 1.2 x 21.6 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8525052248 |
| ISBN-13: 9788525052247 |
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Comprar LivroO livro "Fahrenheit 451" é um romance distópico do escritor americano Ray Bradbury.
Publicado em 1953, este livro é uma das obras mais influentes da ficção científica e da literatura distópica do século XX, servindo como um alerta contra a censura e o perigo da ignorância voluntária.
A história se passa em uma sociedade futurista e totalitária nos Estados Unidos. O número 451° Fahrenheit é a temperatura na qual, segundo o livro, o papel do livro queima e se incinera.
Guy Montag: o protagonista é Guy Montag, um "bombeiro" de terceira geração. No entanto, em vez de apagar incêndios, os bombeiros têm a função de iniciar incêndios, eles são responsáveis por queimar todas as casas ou locais onde livros são encontrados, pois a leitura é ilegal.
A conformidade: a sociedade em que Montag vive é obcecada por tecnologia de entretenimento de massa (como paredes de televisão gigantes e fones de ouvido chamados seashells), velocidade e superficialidade. O pensamento crítico, a introspecção e a memória histórica foram eliminados.
O despertar: o mundo de Montag começa a ruir após dois encontros cruciais:
Clarisse Mcclellan: uma vizinha adolescente e excêntrica que não se conforma e faz perguntas profundas. Ela força Montag a questionar sua felicidade e a natureza de seu trabalho.
A mulher mártir: uma mulher que se recusa a deixar sua casa enquanto ela e seus livros são queimados, preferindo morrer. Esse ato de resistência choca Montag e o leva a roubar e esconder um livro, iniciando seu despertar.
Bradbury não critica apenas a censura imposta por um governo, mas também a autocensura e a alienação da sociedade moderna:
O perigo da alienação: a esposa de Montag, Mildred, é o arquétipo da alienação. Ela passa o dia inteiro imersa em suas "paredes da família" (telas de TV) e está tão anestesiada que tenta o suicídio e nem se lembra disso no dia seguinte.
A escolha da ignorância: o chefe de Montag, o Capitão Beatty, explica que os livros não foram proibidos inicialmente pelo governo; foi o próprio público que, preferindo o entretenimento rápido, o consenso e a ausência de ideias complexas que pudessem ofender alguém, parou de ler. A censura, portanto, nasceu da demanda popular por superficialidade.
Os homens-livro: no clímax, Montag foge da cidade e se junta a um grupo de intelectuais exilados, que se tornaram os "homens-livro" (cada um memorizou uma obra inteira para preservar a literatura humana após a iminente destruição da sociedade).
Os Homens-Livro (Book People ou Book-burners) são um grupo de personagens cruciais no final do romance de Ray Bradbury. Eles representam a resistência intelectual e a memória em uma sociedade que valoriza a ignorância e a alienação.
Os Homens-Livro são uma comunidade de intelectuais, acadêmicos e cidadãos exilados que vivem escondidos nas florestas e à margem da sociedade, fora das cidades consumidoras.
O método de resistência: o método de protesto e preservação desses homens e mulheres é único: eles memorizam obras literárias inteiras. Cada indivíduo se torna um "livro vivo", dedicando sua vida a preservar uma única obra ou um conjunto de obras.
O objetivo: a ideia é que, quando a sociedade autodestrutiva finalmente entrar em colapso (um evento que eles preveem ser inevitável, como o que ocorre no clímax do livro), eles possam emergir e transmitir oralmente as obras, permitindo que o conhecimento e a sabedoria sejam lentamente reconstruídos.
O líder: o grupo é liderado por Granger, um ex-escritor e professor que explica a Guy Montag que a prioridade não é a posse física do livro (que pode ser queimado), mas sim o conteúdo e as ideias que ele carrega.
O papel dos Homens-Livro é a crítica final de Ray Bradbury à alienação da cultura de massa:
A memória cultural: eles simbolizam a memória cultural e o patrimônio intelectual que a sociedade de Fahrenheit 451 rejeitou e tentou destruir.
A distinção: ao memorizar o conteúdo, eles demonstram que o verdadeiro valor de um livro não está no objeto físico, mas nas ideias e na introspecção que ele estimula.
O recomeço: eles representam a esperança de uma nova sociedade, que aprenderá com os erros do passado e reconstruirá a civilização sobre as bases do pensamento e da filosofia.
Guy Montag se junta a eles e se torna, no final do romance, o "livro" de Eclesiastes e parte do Apocalipse bíblico, pronto para o recomeço.