| Edição: 1ª |
| Publicação: 27 de setembro de 2010 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 392 |
| Peso: 0.540 kg |
| Dimensões: 21 x 13.6 x 2.6 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8525420697 |
| ISBN-13: 9788525420695 |
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Publicado em 1971, As veias abertas da América Latina é a obra mais célebre do escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano, e tornou-se um clássico do pensamento crítico latino-americano. O livro é uma denúncia contundente das formas de exploração que marcaram a história do continente desde a colonização europeia até o século XX, revelando como riquezas naturais e humanas foram sistematicamente extraídas em benefício de potências estrangeiras e elites locais.
Galeano constrói sua narrativa em tom ensaístico e literário, mesclando história, economia e política com imagens poéticas e metáforas poderosas. O texto não é uma exposição acadêmica, é um manifesto, escrito com paixão, que busca despertar consciência e mobilizar o leitor. O autor descreve como o ouro, a prata, o açúcar, o café, o petróleo e outros recursos se transformaram em símbolos da espoliação, deixando atrás de si sociedades marcadas pela desigualdade e pela dependência.
O estilo é incisivo e envolvente. Galeano escreve com ritmo de crônica, alternando dados históricos com narrativas vivas, o que torna a leitura fácil e informativa. A prosa é marcada pela ironia, pela crítica mordaz e pela capacidade de condensar em imagens poéticas a violência da exploração. Embora situado em um contexto histórico específico, o livro transcende sua época e continua a ser obra de referência para compreender as raízes das desigualdades latino-americanas.
As veias abertas da América Latina é, mais do que um relato histórico: é um ato político e literário, que denuncia a lógica colonial e neocolonial e afirma a necessidade de resistência e emancipação. Sua força está na combinação entre análise crítica e linguagem poética, que transforma a denúncia em obra de arte.
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