| Edição: 6ª |
| Publicação: 31 de dezembro de 2007 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 240 |
| Peso: 0.39 kg |
| Dimensões: 23.2 x 16 x 1.4 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 8526013106 |
| ISBN-13: 9788526013100 |
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Comprar LivroAssombrações do Recife Velho, de Gilberto Freyre, é uma obra singular publicada originalmente em 1955, que reúne relatos, memórias e reflexões sobre o sobrenatural na cidade do Recife. Muito além de uma simples coletânea de histórias de fantasmas, o livro é uma investigação cultural e afetiva sobre os mistérios que permeiam a capital pernambucana — uma cidade que, segundo o autor, “subsiste como lugar onde o mundo não é só o dos homens”.
Resultado de mais de vinte anos de pesquisa e escuta, Assombrações do Recife Velho compila narrativas orais, boletins policiais, lendas urbanas e experiências pessoais que revelam o lado oculto da cidade. Gilberto Freyre, conhecido por sua obra sociológica e histórica, aqui se volta para o imaginário popular, tratando as assombrações como parte constitutiva da identidade recifense.
O livro apresenta figuras como o “padre fantasma”, o “homem de capa preta”, o “cavalo sem cabeça” e outras entidades que povoam o Recife antigo. Mas não se trata apenas de folclore: Freyre analisa como essas histórias refletem medos coletivos, traumas históricos e tensões sociais — especialmente ligadas à escravidão, à religiosidade e à arquitetura colonial.
Assombrações do Recife Velho é uma obra que mistura literatura, antropologia e memória. Gilberto Freyre escreve com elegância e ironia, revelando um Recife coexistindo entre o visível e o invisível. O livro é impregnado de “pernambucanidade”, como escreveu Renato Carneiro Campos: “por fantasmas pernambucanos vistos por olhos esbugalhados de pernambucanos”.
O livro oscila entre o erudito e o popular, retratando assombrações como fenômenos culturais, como expressões de uma cidade que se recusa a ser apenas racional. É um retrato de uma cidade marcada por sua história, sua arquitetura e seus fantasmas. Uma leitura para compreender Recife e seu passado nunca inteiramente morto.