| Edição: 1ª |
| Publicação: 3 de fevereiro de 2022 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 175 |
| Peso: 0.800 kg |
| Dimensões: 14 x 1.1 x 21 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8531521726 |
| ISBN-13: 9788531521720 |
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Comprar LivroNesta obra póstuma, Alphonse Louis Constant, sob o decano pseudônimo de Éliphas Lévi, entrega ao mundo o que se pode considerar o zênite de sua arquitetura intelectual e mística. O texto não se propõe a ser meramente descritivo; ele é uma emanação da alta cabala cristã, em que o autor busca reconciliar a ciência moderna com a fé ancestral por meio do mistério hierático. Com uma linguagem que oscila entre a sobriedade do historiador e o arrebatamento do profeta, Lévi disseca os documentos tradicionais da iniciação, revelando que o esplendor não reside no fenômeno externo, mas na clarividência da unidade divina. A narrativa é permeada por uma erudição que evoca os grandes mestres do passado, transformando cada capítulo em uma estação de ascensão espiritual e filosófica.
O autor debruça-se sobre os fundamentos da tradição judaica, especialmente o Zohar, para extrair a quintessência do pensamento cabalístico e aplicá-la à realidade do homem ocidental. Lévi explora com acuidade a simbologia dos números e das letras, apresentando-os como as vértebras de um organismo vivo que sustenta o universo visível e invisível. Por meio de uma dialética refinada, ele demonstra que a verdadeira iniciação consiste em desvelar o véu de Ísis sem profanar a santidade do arcano, estabelecendo um equilíbrio entre a luz que cega e a sombra que protege. A obra funciona como um espelho da alma universal, em que as contradições do dogma são resolvidas na síntese superior da magia como ciência da natureza e do espírito.
Um dos pontos fulcrais da análise reside na lei dos opostos, onde o autor argumenta que a força provém da tensão entre o rigor e a misericórdia. Ele utiliza o Pentagrama e o Selo de Salomão não apenas como amuletos, mas como esquemas lógicos da mente divina projetada na inteligência humana.
Ao encerrar esta tríade de documentos tradicionais, Éliphas Lévi deixa um legado que transcende o tempo, posicionando o ocultismo não como uma fuga da razão, mas como o seu coroamento mais sublime. Suas considerações finais sobre o destino das religiões e a evolução da consciência coletiva revelam um pensador que, embora profundamente enraizado na tradição, antecipava as crises de sentido da modernidade. O esplendor a que o título se refere é, em última análise, a descoberta da dignidade humana como o tabernáculo do Verbo. A leitura exige um espírito temperado pelo silêncio, pois cada sentença carrega o peso de séculos de busca pelo absoluto, oferecendo ao neófito e ao sábio a mesma bússola para o infinito.