| Edição: 1ª |
| Publicação: 1 de janeiro de 2020 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 344 |
| Peso: 0.535 kg |
| Dimensões: 16.99 x 1.78 x 24.41 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8531615623 |
| ISBN-13: 9788531615627 |
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Comprar LivroO livro "Ego e Arquétipo: uma síntese fascinante dos conceitos psicológicos fundamentais de Jung" (Ego and Archetype: Individuation and the Religious Function of the Psyche) é a obra mais conhecida do psiquiatra e analista junguiano americano Edward F. Edinger (1922–1998).
Publicado em 1972, o livro é uma análise profunda e sistemática da dinâmica da psique, focando especificamente na relação entre o ego e o arquétipo do self (a totalidade), e como essa relação impulsiona o processo de individuação.
Edinger usa o conceito de individuação como a espinha dorsal da experiência humana, descrevendo-o como um ciclo de separação e união entre o ego e o self.
Ego: é o centro da consciência, a parte da psique que lida com a realidade externa e a identidade pessoal.
Self: é o centro da personalidade total (consciente e inconsciente), o arquétipo da totalidade, que representa a vocação única e o destino do indivíduo.
O livro detalha as fases cruciais dessa relação, que muitas vezes é marcada por conflito e crise:
Participação mística (inconsciência): o estágio inicial onde o ego está fundido com o self e o inconsciente, resultando em uma sensação de onipotência e falta de distinção do mundo (estado infantil ou primitivo).
Alienação (separação): o surgimento da consciência (o ego) leva à separação do self, resultando em um sentimento de solidão, pecado e imperfeição. É a queda da graça, o equivalente psicológico do mito bíblico do paraíso perdido.
Inflação: o perigo de o ego se identificar com o self, acreditando ser a totalidade. Isso se manifesta como megalomania, fanatismo religioso ou a crença em ser um salvador.
Reintegração (individuação): o objetivo do processo é a reconexão consciente do ego com o self. O ego aprende a aceitar sua subordinação ao self e se torna o realizador da vocação da totalidade. Isso é alcançado pela análise dos sonhos, do simbolismo e das experiências religiosas.
Edinger argumenta que a função religiosa da psique é a busca pela conexão com o self.
Ele examina o simbolismo religioso (mitos, ritos e símbolos) como manifestações arquetípicas da jornada de individuação. Por exemplo, a figura de Cristo é analisada como o símbolo máximo do self realizado e da totalidade.
O livro se torna um guia para entender a neurose não como uma doença, mas como uma tentativa da psique de iniciar a individuação por meio de crises e sintomas.