| Edição: 1ª |
| Publicação: 4 de agosto de 2012 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 944 |
| Peso: 1.4 Kg |
| Dimensões: 23.6 x 16.4 x 6 cm |
| Formato: Capa dura |
| ISBN-10: 8532527698 |
| ISBN-13: 9788532527691 |
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Publicado em 1989, Os pilares da terra é o romance mais célebre de Ken Follett, em que o autor abandona o thriller contemporâneo para se dedicar a uma narrativa histórica de fôlego. Ambientado na Inglaterra do século XII, o livro acompanha a construção da catedral de Kingsbridge, projeto que se torna o eixo em torno do qual se entrelaçam vidas, paixões, ambições e conflitos. Entre monges, pedreiros, nobres e camponeses, Follett recria um mundo medieval marcado pela violência, pela fé e pela luta incessante por poder, transformando a arquitetura em metáfora da perseverança humana diante da adversidade.
Os pilares da terra é uma obra monumental, tanto em extensão quanto em ambição. Follett constrói uma narrativa que combina rigor histórico com intensidade dramática, oferecendo ao leitor um retrato vívido da Idade Média. A catedral, centro simbólico da trama, não é apenas uma construção física: ela representa o sonho coletivo, a busca por transcendência e a capacidade do homem de criar beleza em meio ao caos.
Os personagens são delineados com riqueza psicológica e diversidade: Tom Builder, o mestre construtor que vê na catedral a realização de sua vida; Aliena, jovem nobre que enfrenta a ruína e a violência para reconstruir seu destino; Prior Philip, cuja fé se mistura à astúcia política; e William Hamleigh, antagonista brutal que encarna a crueldade feudal. Cada figura é inserida em um tecido narrativo que revela tanto suas motivações íntimas quanto sua relação com o mundo em transformação.
O estilo de Follett é marcado pela clareza e pela cadência envolvente. Embora trate de temas complexos — política, religião, economia medieval —, o autor mantém a narrativa acessível, sem perder profundidade. A alternância entre cenas de ação intensa e momentos de contemplação confere ao romance um ritmo que prende o leitor, ao mesmo tempo em que o convida a refletir sobre a condição humana.
A obra é também uma crítica às estruturas de poder. Follett expõe a violência da aristocracia, a corrupção da Igreja e a fragilidade dos mais pobres diante das forças sociais. Contudo, ao mesmo tempo, celebra a capacidade de resistência e de criação, mostrando que, mesmo em tempos de opressão, o homem é capaz de erguer pilares de esperança e de beleza.
Os pilares da terra consolidou Follett como um dos grandes narradores contemporâneos, capaz de unir entretenimento e reflexão, história e ficção, em uma obra que permanece como referência do romance histórico moderno.
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