| Edição: 8ª |
| Publicação: 6 de março de 2024 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 304 |
| Peso: 0.340 kg |
| Dimensões: 20.83 x 13.21 x 1.52 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8532636691 |
| ISBN-13: 9788532636690 |
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Comprar LivroPublicado em 1969, Análise estrutural da narrativa reúne textos de Tzvetan Todorov e Roland Barthes, além de outros teóricos ligados ao estruturalismo, que buscavam compreender a narrativa como sistema de signos e estruturas. A obra é considerada um marco na consolidação da narratologia, disciplina que se dedica ao estudo das formas e funções da narrativa.
O livro parte da ideia de que a narrativa não deve ser entendida apenas como conteúdo ou história, mas como estrutura formal composta por elementos recorrentes e organizados. Todorov e Barthes, inspirados pela linguística de Saussure e pela semiótica, propõem que o texto narrativo possa ser analisado como linguagem, com regras próprias que permitem identificar padrões universais.
Barthes, em seus ensaios, enfatiza que a narrativa está presente em todas as culturas e épocas, desde mitos e lendas até romances e filmes. Ele mostra que, por trás da diversidade, há uma lógica estrutural que organiza os relatos em níveis: funções, ações e narradores. Essa perspectiva permite compreender a narrativa como fenômeno universal e não apenas como criação literária.
Todorov, por sua vez, desenvolve modelos de análise que buscam identificar as estruturas fundamentais da narrativa, como a oposição entre equilíbrio inicial, ruptura e restauração. Sua abordagem destaca que o enredo é sempre uma transformação, uma passagem de um estado a outro, organizada por regras que podem ser descritas e comparadas.
A obra é marcada pela erudição e pela clareza conceitual, mas também pela densidade teórica típica do estruturalismo. Ao propor que a narrativa possa ser estudada cientificamente, os autores inauguram uma forma de crítica literária, que influenciaria profundamente os estudos de literatura, cinema e cultura.
Análise estrutural da narrativa tornou-se referência incontornável para quem deseja compreender como os relatos se organizam e como podem ser comparados em diferentes tradições. Sua contribuição foi decisiva para transformar a crítica literária em disciplina rigorosa, capaz de dialogar com linguística, semiótica e antropologia.