| Edição: 1ª |
| Publicação: 8 de novembro de 2017 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 64 |
| Peso: 0.054 kg |
| Dimensões: 11.1 x 0.33 x 17.78 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8532655807 |
| ISBN-13: 9788532655806 |
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Escrito por Arthur Schopenhauer no século XIX, A arte de ter razão é um tratado breve e incisivo sobre as estratégias retóricas utilizadas em debates e disputas intelectuais. O filósofo alemão, conhecido por seu pessimismo metafísico e por sua crítica à racionalidade idealizada, apresenta aqui um manual de estratagemas que revelam como, muitas vezes, a vitória em uma discussão não depende da verdade, mas da habilidade em manipular argumentos e conduzir o interlocutor.
Schopenhauer expõe com ironia e lucidez os mecanismos pelos quais se pode “vencer” uma discussão, mesmo que se esteja errado. O texto não é um elogio à manipulação, mas uma análise crítica da retórica como prática social. Ao enumerar estratagemas — desde a distorção do argumento adversário até o apelo à emoção ou ao ridículo — o autor desnuda o jogo de poder que se esconde sob o verniz da racionalidade.
O estilo é direto, quase didático, mas permeado por uma ironia que revela o olhar desencantado de Schopenhauer sobre a natureza humana. Para ele, o debate raramente é uma busca sincera pela verdade; antes, é um campo de vaidade, orgulho e desejo de superioridade. Essa perspectiva confere ao texto uma atualidade surpreendente, pois antecipa a crítica moderna às falácias argumentativas e às manipulações discursivas que permeiam tanto a política quanto a vida cotidiana.
A obra se enquadra no contexto mais amplo da filosofia de Schopenhauer, que vê o mundo como expressão da vontade irracional. Nesse sentido, A arte de ter razão é quase um complemento prático: se a vida é marcada pela luta incessante da vontade, o discurso torna-se uma arena em que essa luta se manifesta. O livro, portanto, não é apenas um manual de retórica, mas também uma reflexão sobre a condição humana e sobre a distância entre verdade e persuasão.
Na obra A arte de ter razão, Arthur Schopenhauer enumera 38 estratagemas dialéticos — ou seja, 38 técnicas retóricas que podem ser usadas para vencer uma discussão, independentemente da verdade do argumento.
Esses estratagemas não são apresentados como um manual de virtude, mas como uma análise crítica e irônica da forma como os debates costumam ocorrer na prática. Schopenhauer mostra que, muitas vezes, o objetivo não é alcançar a verdade, mas sim derrotar o adversário, e para isso recorrem-se a artifícios como:
O número 38 é tradicionalmente associado à versão mais conhecida do texto, que circula como um compêndio desses estratagemas.
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