| Edição: 1ª |
| Publicação: 1 de dezembro de 2018 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 1376 |
| Peso: 1.94 Kg |
| Dimensões: 15.8 x 1 x 23 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8534944547 |
| ISBN-13: 9788534944540 |
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Comprar LivroO terceiro volume da magistral coleção de Giovanni Reale e Dario Antiseri adentra o terreno acidentado e multifacetado da Idade Contemporânea. Este tomo, que se inicia com a reação romântica ao racionalismo iluminista, debruça-se sobre a construção dos grandes sistemas idealistas que tentaram capturar a totalidade do real em uma rede de conceitos puramente intelectuais. A escrita dos autores mantém o equilíbrio entre o rigor acadêmico e a fluidez narrativa, permitindo que o leitor acompanhe a transição de um pensamento focado na natureza para um pensamento profundamente mergulhado na história, na sociedade e na subjetividade radical.
A análise dedica uma atenção monumental a Georg Wilhelm Friedrich Hegel, cuja filosofia é apresentada como o ápice da tentativa humana de reconciliar o pensamento com a realidade histórica. Reale e Antiseri desvelam a complexidade da dialética — tese, antítese e síntese — não como uma fórmula mecânica, mas como o próprio movimento do Espírito (Geist) em busca da autoconsciência. A obra explora como o sistema hegeliano influenciou todas as esferas do saber, do direito à estética, e como sua pretensão de saber absoluto gerou, quase imediatamente, as sementes de sua própria contestação. O volume detalha com maestria a divisão entre a "esquerda" e a "direita" hegeliana, preparando o cenário para o surgimento do materialismo histórico.
A obra avança para as rupturas drásticas do século XIX, examinando o pessimismo metafísico de Schopenhauer e a revolta existencial de Kierkegaard contra a abstração sistêmica. Os autores exploram com profundidade o "materialismo dialético" de Marx, demonstrando como a inversão da dialética hegeliana deslocou o eixo da filosofia do céu das ideias para a terra das relações de produção. Paralelamente, o volume aborda o surgimento do Positivismo de Auguste Comte, que propõe a substituição da metafísica pela ciência experimental como único estágio legítimo do conhecimento humano. É neste embate entre o desejo de absoluto e a necessidade de facticidade que Reale e Antiseri situam a gênese das tensões intelectuais que viriam a definir o século XX.