| Edição: 1ª |
| Publicação: 12 de fevereiro de 2007 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 352 |
| Peso: 0.430 kg |
| Dimensões: 21 x 13.8 x 2.2 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8535909524 |
| ISBN-13: 9788535909524 |
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Publicado em 1959, Formação econômica do Brasil é a obra mais célebre de Celso Furtado, economista e intelectual que se tornou referência incontornável na análise da história econômica brasileira. O livro é um marco porque articula, de forma rigorosa e inovadora, a trajetória do país desde o período colonial até meados do século XX, interpretando os processos de desenvolvimento e subdesenvolvimento em uma perspectiva histórica e estrutural.
Furtado parte da colonização portuguesa para mostrar como a economia brasileira se constituiu em torno de ciclos produtivos voltados à exportação – açúcar, ouro, café – sempre subordinados às demandas externas e às lógicas do mercado internacional. Essa dependência, segundo o autor, explica a fragilidade das estruturas internas e a dificuldade de consolidar um desenvolvimento autônomo. Ao mesmo tempo, ele analisa como a escravidão e o latifúndio moldaram a sociedade, criando desigualdades profundas que se perpetuaram ao longo dos séculos.
A narrativa não se limita a descrever fatos econômicos: ela busca compreender as forças sociais e políticas que sustentaram cada ciclo. Furtado mostra como a transição do açúcar para o ouro, e depois para o café, não significou apenas mudança de produto, mas também transformação nas relações de poder e nas formas de organização social. O livro culmina na análise da industrialização nascente do século XX, vista como tentativa de romper com a dependência externa, mas ainda marcada por contradições estruturais.
O estilo é claro e didático, com densidade teórica. Furtado combina erudição histórica e síntese, tornando o texto acessível a leitores não especializados, mas também oferece uma interpretação sofisticada para estudiosos. Formação econômica do Brasil tornou-se leitura obrigatória porque inaugura uma visão crítica sobre o desenvolvimento nacional, mostrando que o subdesenvolvimento não é mera etapa atrasada, mas resultado de um processo histórico específico.
Mais de seis décadas após sua publicação, o livro permanece atual, e continua a iluminar debates sobre desigualdade, dependência externa e os desafios de construir um projeto de desenvolvimento soberano.
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