Orientalismo: O Oriente como invenção do Ocidente - Said, Edward Wadie

Publicação: 29 de junho de 2007
Idioma: Português
Páginas: 528
Peso: 0.44 kg
Dimensões: 17.8 x 12.6 x 2.8 cm
Formato: Capa comum
ISBN-10: 853591045X
ISBN-13: 9788535910452

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Orientalismo: O Oriente como invenção do Ocidente

O livro "Orientalismo: O Oriente como Invenção do Ocidente" (Orientalism) é a obra mais influente e controversa do teórico literário e crítico cultural palestino-americano Edward W. Said (1935–2003). Publicada em 1978, esta obra é um texto fundacional dos estudos pós-coloniais e da teoria crítica.

💡O Orientalismo como discurso de poder

Said argumenta que o Orientalismo não é apenas um campo acadêmico (estudo do Oriente) ou um estilo artístico, mas sim um discurso de poder sistemático criado pelo Ocidente (França, Grã-Bretanha e, posteriormente, os EUA) a partir do final do século XVIII.

A "invenção": O oriente (o mundo árabe, islâmico e parte da Ásia) é, para Said, uma "invenção" europeia. O Ocidente precisava definir o Oriente como seu oposto radical para definir a si como superior.

O Binário: Esse discurso opera por meio de um binário rígido: Ocidente (Nós) e Oriente (O outro); Racional e Irracional/Místico; Civilizado e Selvagem/Bárbaro; Dinâmico e Estático; Viril e Sensual/Passivo.

Poder e conhecimento: Said adota a ideia de que conhecimento é poder. O Orientalismo, ao "conhecer" o Oriente dessa maneira distorcida, tornou-se uma ferramenta que legitimou, justificou e facilitou a dominação colonial e imperial europeia sobre o Oriente por mais de dois séculos.

📚 Estrutura e escopo

O livro analisa textos literários, históricos e acadêmicos produzidos por orientalistas, demonstrando como eles sistematicamente reproduziram esse discurso. Said foca no Oriente Médio Islâmico.

A exotização: A representação do Oriente é sempre carregada de exotização, fetichização e estereótipos (como o "despotismo oriental" e a "luxúria sensual").

O orientalista: O intelectual orientalista, ao se posicionar como o único capaz de interpretar o Oriente (visto como incapaz de falar por si), reforça a hierarquia de poder.

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