| Edição: 1ª |
| Publicação: 15 de maio de 2008 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 176 |
| Peso: 0.240 kg |
| Dimensões: 20.8 x 14 x 1 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8535912037 |
| ISBN-13: 9788535912036 |
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Miscelânea de 1960 composta por contos, ensaios breves e poemas líricos, que Borges considerava sua obra mais pessoal. A coletânea é uma meditação autobiográfica e literária que aborda a cegueira (como no “Poema dos Dons”), a identidade do criador (“O Fazedor”) e temas universais como o tempo, o mito e a busca pela palavra perfeita. É um mosaico de fragmentos eruditos e ficcionais que celebram o ato de criar e que podem ser lidos em qualquer ordem.
Uma obra singular no cânone de Jorge Luis Borges, sendo frequentemente descrita pelo próprio autor como seu livro mais pessoal. Distanciando-se dos labirintos puramente ficcionais de Ficções e O Aleph, esta coletânea é um mosaico de contos ultracurtos, ensaios breves, poemas líricos e parábolas.
Críticos internacionais e brasileiros concordam que El Hacedor representa a plenitude e a maturidade de Borges, coincidindo com o avanço irreversível de sua cegueira (que se completou por volta de seus 55 anos). A obra não é apenas literatura; é uma reflexão sobre a condição do artista e a perda sensorial.
A influência da cegueira é palpável no conto homônimo “O Fazedor”, que narra poeticamente o lento abandono do “aprazível universo” das cores e formas por Homero, uma clara alegoria do próprio Borges. Outro texto central, o famoso “Poema dos Dons” (Poema de los Dones), é uma meditação emocionante e irônica sobre o destino, que lhe concedeu simultaneamente o dom dos livros (Borges foi diretor da Biblioteca Nacional) e a escuridão para não poder lê-los.
“De todos os livros [...] nenhum, creio, é tão pessoal quanto este.” — Jorge Luis Borges, no Epílogo de O Fazedor.
A estrutura do livro, que o próprio Borges sugere que pode ser aberto em qualquer página, reflete a ideia de um universo composto por fragmentos interconectados e a descontinuidade do tempo.
Identidade Fragmentada: O texto mais referenciado e analisado é “Borges e eu” (Borges y Yo). Este ensaio curtíssimo expõe a diferença abissal entre o “eu” pessoa (que caminha por Buenos Aires) e o “Borges” público, o criador literário. É uma reflexão aguda sobre a autoria e o duplo, onde o autor conclui, enigmaticamente, que se reconhece menos em seus próprios livros do que em muitos outros.
O Eterno Retorno e o Tempo: Em pequenos ensaios e diálogos (“Diálogo sobre um Diálogo”), Borges revisita suas obsessões filosóficas, como o tempo cíclico e a imortalidade.
A Vocação de Criar: O título “O Fazedor” aponta para a figura do criador (hacedor), seja ele poeta, Deus ou o próprio leitor. Borges, na sua fase madura, não apenas escreve, mas reflete sobre a tradição e o ofício. Críticos apontam que ele se assume como herdeiro da tradição ocidental, misturando referências de Schopenhauer, a literatura anglo-saxã (Kipling) e a tradição argentina.
“O Fazedor” é a porta de entrada para o universo de Borges para muitos leitores e críticos, pois sua concisão e a mescla de gêneros tornam os temas filosóficos acessíveis sem perder a profundidade. É onde o homem (o Borges cego e pessoal) e o mito (o gênio dos labirintos) se encontram e se confessam. É o livro que prova que a verdadeira obra de arte não está na complexidade da forma, mas na força da ideia e na perfeição da expressão.
Conteúdo patrocinado: link de afiliado Amazon“O rio me arrebata e sou esse rio. De matéria perecível fui feito, de misterioso tempo. Talvez o manancial esteja em mim.”