Capitães da areia - Amado, Jorge

Publicação: 10 de fevereiro de 2009
Idioma: Português
Páginas: 280
Peso: 0.25 kg
Dimensões: 17.8 x 12.4 x 1.4 cm
Formato: Brochura / Capa comum
ISBN-10: 8535914064
ISBN-13: 9788535914061

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📘 Capitães da Areia — Jorge Amado

Publicado em 1937, Capitães da Areia é um dos romances mais emblemáticos de Jorge Amado, retratando com crueza e lirismo a vida de um grupo de meninos de rua que sobrevive nas margens de Salvador, Bahia, no início do século XX. Reunidos em torno de um velho trapiche abandonado, os chamados Capitães da Areia vivem de pequenos furtos, golpes e esmolas, desafiando a ordem social e sendo constantemente perseguidos pela polícia e pela imprensa sensacionalista.

Liderados por Pedro Bala, jovem loiro com uma cicatriz no rosto e uma liderança natural, os garotos formam uma espécie de família substituta, marcada por laços de fraternidade, lealdade e sonho. Cada integrante do grupo carrega sua própria história e complexidade: o introspectivo Professor, amante da leitura e do desenho; o religioso Pirulito, em conflito entre fé e sobrevivência; o sedutor Gato, que transita entre o amor e a malandragem; o valente João Grande, símbolo de força e proteção; e o amargo Sem-Pernas, cuja revolta silenciosa o torna espião do bando.

A chegada de Dora, única menina a conquistar espaço entre os Capitães, transforma profundamente a dinâmica do grupo. Irmã, mãe e amante, Dora encarna o afeto e a esperança em meio à brutalidade. Sua morte precoce funciona como ponto de ruptura, acelerando a dispersão dos meninos e marcando o início de seus destinos individuais — alguns seguem pelo crime, outros pela arte, pela religião ou pela militância política. Pedro Bala, herdeiro da luta operária, assume seu papel como líder revolucionário, ecoando o legado de seu pai.

Censurado e perseguido à época de seu lançamento, com exemplares queimados pela polícia, Capitães da Areia permanece como uma poderosa denúncia social e um retrato atemporal da infância abandonada, da desigualdade e da resistência. É uma obra que conjuga crítica e ternura, revelando a humanidade por trás da marginalização.

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