| Edição: 1ª |
| Publicação: 13 de dezembro de 2011 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 104 |
| Peso: 0.200 kg |
| Dimensões: 21 x 14 x 1 cm |
| Formato: Capa comum |
| ISBN-10: 8535919902 |
| ISBN-13: 9788535919905 |
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Este volume tardio (os ensaios foram reunidos em 1982 e o conto principal é de 1983) é uma das últimas publicações de Borges e funciona como um encontro de seus temas mais recorrentes: a erudição crítica e o domínio da ficção fantástica. O livro se divide em duas partes temáticas distintas, mas unidas pela paixão do autor pelos grandes mestres da literatura ocidental.
Nesta primeira seção, Borges explora a obra máxima de Dante Alighieri, “A Divina Comédia”, com a profundidade e a originalidade que lhe são características.
Leitura Ímpar: Longe da crítica acadêmica tradicional, Borges atua como um leitor perspicaz e até provocador, dissecando pormenores simbólicos e questões controversas da topografia dantesca (Inferno, Purgatório e Paraíso).
A Abordagem: Os ensaios são instrutivos e instigantes, como uma série de relatos que refazem, de maneira lúcida e reflexiva, a “viagem” de Dante. Um exemplo famoso é a análise de “O falso problema de Ugolino”, onde Borges questiona as interpretações sobre a cena do conde Ugolino no Inferno.
Estilo: Borges usa a obra de Dante como um labirinto a ser percorrido, revelando a arte do poeta italiano e propondo novas chaves de leitura.
A segunda parte do livro é dedicada à ficção, apresentando o célebre conto que dá nome à seção e mais três contos fantásticos (que fariam parte de um livro inacabado por ocasião da morte de Borges em 1986).
“A Memória de Shakespeare”: O conto narra a história de Herman Soergel, que adquire a memória completa de William Shakespeare. A narrativa lida brilhantemente com o tema borgeano da identidade, da memória e da imortalidade através da arte.
Temas Recorrentes: Os contos seguintes — como “25 de agosto de 1983”, “Tigres Azuis” e “A Rosa de Paracelso” — trazem de volta obsessões pulsantes de Borges: o duplo/espelho, a rosa (símbolo do universo e da criação), e os tigres (em alusão ao enigma e ao impossível).
“Nove Ensaios Dantescos & A Memória de Shakespeare” é uma obra que consolida a genialidade de Borges tanto como ensaísta crítico quanto como mestre do fantástico. É uma leitura essencial para admiradores que buscam a fusão perfeita entre a alta erudição literária e as narrativas que exploram os mistérios da metafísica.
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