Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra - Couto, Mia

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Edição:
Publicação: 12 de dezembro de 2016
Idioma: Português
Páginas: 264
Peso: 0.800 kg
Dimensões: 20.6 x 13.8 x 1.6 cm
Formato: Capa comum
ISBN-10: 8535928391
ISBN-13: 9788535928396

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Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra – Mia Couto

Nesta obra publicada em 2002, Mia Couto constrói uma narrativa que é ao mesmo tempo, íntima e coletiva, enraizada na tradição moçambicana e aberta às inquietações universais da existência. O romance acompanha Mariano, jovem que retorna à ilha de Luar-do-Chão para o funeral do avô. Esse regresso, porém, não é apenas físico: é também mergulho na memória, reencontro com raízes e confronto com segredos familiares que se confundem com os mistérios da própria terra.

O título já anuncia a tessitura poética que atravessa o livro: o rio e a casa são metáforas da vida e da ancestralidade, símbolos de continuidade e pertença. O tempo, fluido como a água, e a terra, sólida como a casa, formam os polos de uma narrativa que oscila entre o real e o mítico. Mia Couto, fiel ao seu estilo, mistura o português com cadências africanas, criando uma linguagem que parece brotar da própria oralidade popular, mas que se eleva em lirismo e densidade literária.

A trama se desenrola em torno de revelações que desestabilizam a ordem familiar e comunitária. Mariano descobre que o passado guarda segredos que desafiam a versão oficial da história, e que o luto é também ocasião para revisitar as feridas da tradição. O romance, assim, não se limita ao drama individual: é uma reflexão sobre identidade, memória e pertença, sobre como o indivíduo se inscreve na coletividade e como a coletividade molda o indivíduo.

O estilo de Mia Couto é marcado por metáforas inesperadas, pela reinvenção da língua e pela fusão entre realismo e imaginação. Sua escrita não se contenta em narrar: ela recria o mundo, dando voz às forças invisíveis que habitam a terra e o tempo. O resultado é uma obra que transcende o enredo e se torna experiência estética, capaz de transportar o leitor para um espaço onde o real e o mágico convivem sem fronteiras.

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