| Edição: 2ª |
| Publicação: 03 de setembro de 2020 |
| Idioma: Português |
| Páginas: 208 |
| Peso: 0.23 kg |
| Dimensões: 21 x 13.8 x 1.4 cm |
| Formato: Brochura / Capa comum |
| ISBN-10: 8535930345 |
| ISBN-13: 9788535930344 |
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Publicado em 2005, As Intermitências da Morte é um romance provocador e filosófico do escritor português José Saramago, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura. Com sua prosa singular — marcada por frases longas, pontuação não convencional e fluxo contínuo de pensamento — Saramago constrói uma narrativa alegórica sobre a morte, a vida e o poder.
A história começa com um acontecimento insólito: em um país não identificado, as pessoas simplesmente param de morrer. No início, a população celebra o fenômeno como uma bênção, mas logo surgem os problemas éticos, sociais e políticos. Hospitais ficam superlotados, funerárias entram em colapso, e o governo, a Igreja e a máfia se veem obrigados a lidar com as consequências de uma sociedade onde a morte deixou de existir.
A primeira parte do livro é marcada por uma crítica mordaz às instituições que lucram ou se sustentam sobre a morte. Saramago expõe a hipocrisia e o cinismo de sistemas que, diante da ausência da morte, revelam sua fragilidade e dependência do sofrimento humano.
Na segunda parte, a própria Morte torna-se personagem. Ela decide retomar seu trabalho, mas com uma nova política: enviará cartas violetas avisando com sete dias de antecedência quem irá morrer. No entanto, um erro ocorre — uma carta não chega ao seu destinatário, um músico solitário. Intrigada, a Morte decide investigar pessoalmente, e o romance ganha contornos íntimos e poéticos, revelando uma dimensão inesperada da figura da ceifadora.
Com ironia, lirismo e profundidade filosófica, As Intermitências da Morte questiona o sentido da existência, a inevitabilidade do fim e a complexa relação entre humanidade e mortalidade. É uma obra que desafia o leitor a pensar sobre o que significa viver — e morrer — em um mundo onde até a morte pode hesitar.
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