História do olho - Bataille, Georges

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Edição:
Publicação: 12 de março de 2018
Idioma: Português
Páginas: 136
Peso: 0.800 kg
Dimensões: 21.6 x 14.2 x 1.8 cm
Formato: Capa dura
ISBN-10: 8535930582
ISBN-13: 9788535930580

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História do olho - Georges Bataille

A narrativa como vertigem

Em “História do olho”, Georges Bataille constrói uma novela que desafia convenções literárias e morais, explorando o erotismo em sua dimensão mais radical e transgressora. A obra, publicada sob pseudônimo em 1928, é marcada por uma escrita que oscila entre o lírico e o brutal, conduzindo o leitor a uma experiência de vertigem, em que o desejo se confunde com violência, sacrifício e morte.

O olho como símbolo do excesso

O título já anuncia a força simbólica que atravessa o livro: o olho, órgão da visão, torna-se metáfora da exposição, da vulnerabilidade e da obsessão. Ao longo da narrativa, o olho aparece em múltiplas formas — literal, metafórica, deslocada —, sempre associado ao excesso e à transgressão. Bataille transforma o olhar em objeto erótico, em signo da dissolução das fronteiras entre corpo e mundo.

Erotismo e destruição

A trama acompanha personagens que se entregam a experiências eróticas extremas, em que prazer e destruição se entrelaçam. O erotismo, aqui, não é celebração da vida, mas aproximação da morte, revelando a fragilidade das normas e a potência do interdito. O romance expõe o leitor a cenas de violência e sacrifício, em que o desejo se converte em força devastadora.

A escrita como experiência limite

Bataille não busca apenas narrar, mas provocar. Sua linguagem é ao mesmo tempo poética e crua, capaz de seduzir e chocar. O texto se torna experiência limite, em que o leitor é confrontado com o abismo do desejo e com a impossibilidade de reduzi-lo a categorias morais ou racionais. “História do olho” é, nesse sentido, tanto literatura quanto filosofia, pois encena a transgressão como forma de pensamento.

Considerações finais

“História do olho” permanece como uma obra singular, que desafia o leitor a enfrentar o erotismo em sua dimensão mais radical. Bataille transforma a obra em laboratório da transgressão, em espaço de experimentação literária e filosófica. Trata-se de um livro que não se contenta em narrar, mas que exige do leitor uma participação intensa, quase ritual, na experiência do excesso.

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