O jogo da amarelinha - Cortázar, Julio

Edição:
Publicação: 06 de junho de 2019
Idioma: Português
Páginas: 592
Peso: 0.48 kg
Dimensões: 16 x 3.9 x 23 cm
Formato: Brochura / Capa comum
ISBN-10: 8535932186
ISBN-13: 9788535932188

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O Jogo da Amarelinha

O Jogo da Amarelinha, de Julio Cortázar, é um dos romances mais inovadores e desafiadores da literatura latino-americana do século XX. Publicado em 1963, o livro rompe com as convenções narrativas tradicionais e propõe uma experiência de leitura radicalmente nova — onde o leitor é convidado a escolher seu próprio caminho entre os capítulos, como quem salta casas num jogo infantil.

A obra acompanha Horacio Oliveira, um intelectual argentino que vive em Paris e depois retorna a Buenos Aires. Em Paris, ele se envolve com um grupo de artistas e pensadores boêmios — o chamado “Clube da Serpente” — e com La Maga, uma mulher enigmática cuja presença desencadeia reflexões profundas sobre amor, linguagem, loucura e sentido. Após a ruptura com La Maga, Oliveira mergulha em uma espiral de alienação e busca existencial que se intensifica ao voltar à Argentina.

O romance é dividido em três partes: “Do lado de lá”, “Do lado de cá” e “Dos outros lados”. Cortázar oferece duas formas de leitura: linear (do capítulo 1 ao 56) ou “salteada”, seguindo uma ordem sugerida pelo autor que inclui os capítulos “prescindíveis” — fragmentos filosóficos, poéticos e ensaísticos que expandem o universo da narrativa. Essa estrutura faz de O Jogo da Amarelinha um livro-labirinto, onde o leitor se torna coautor da experiência.

A linguagem é sofisticada, repleta de referências literárias, filosóficas e musicais. Cortázar dialoga com autores como Mallarmé, Joyce e Borges, e explora os limites entre realidade e ficção, entre o racional e o irracional. O romance é também uma crítica à burguesia intelectual, à alienação urbana e à busca por autenticidade num mundo fragmentado.

Mais do que um romance, O Jogo da Amarelinha é uma proposta estética e existencial — um convite à liberdade de leitura, à quebra de padrões e à reinvenção do sentido. É considerado uma obra-prima do realismo fantástico e do boom latino-americano, ao lado de autores como Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa.

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